Care Club fecha parceria com a Tegra Pharma para adoção de tratamento canabinoide

Care Club

Com o advento da liberação do Canabidiol (CBD) pela World Anti-Doping Agency (WADA) em 2018, o universo esportivo passou a buscar em pesquisas e em experiências clínicas com atletas, os benefícios que a Cannabis oferece aos que fazem uso da planta. Não foi diferente para a renomada clínica esportiva, Care Club.

Sob o comando do médico Dr. Gustavo  Magliocca, médico do Esporte e sócio fundador da clínica. Hoje, a Care Club se orgulha em oferecer um atendimento de excelência em Medicina Esportiva, Fisioterapia, Nutrição, Reeducação Funcional, Ortopedia, Recuperação, Preparação Física, SPA e outros serviços.

Foi pensando na continuidade desta excelência e no objetivo da Care Club em se manter cada vez mais atualizada com os procedimentos de ponta para seus atletas, que a clínica em parceria com a Tegra Pharma implementou um programa de tratamento canabinoide.

Para Jaime Ozi, sócio e vice-presidente de negócios ” Neste programa conseguimos aplicar diferenciais únicos do grupo OnixCann: educação médica continuada, o uso do portfólio de produtos de Cannabis mais completo do mercado, a plataforma de agendamento para que médicos recebam pacientes e o acompanhamento e suporte técnico aos médicos da clínica. “

Para iniciar o programa foi realizado um  treinamento completo sobre a fisiologia da planta, tipos de canabinoides, sistema endocanabinoide, homeostase, patologias aplicáveis, posologia e muito outros saberes fundamentais para o tratamento canabinoide.

Com este expertise adquirido pelos médicos passamos a treiná-los sobre os produtos que oferecemos e qual é o mais aplicável a cada tipo de “dor do atleta” reforça Jaime Ozi.

Com as olimpíadas de Tóquio ficou evidente o tipo de indicação que os atletas utilizam a Cannabis, as principais são:

Para Dr. Gustavo  Magliocca  “A gente está muito empolgado com isso. O primeiro motivo mais importante é que não é mais doping, mas o segundo é que trata-se de uma planta natural. Não vem de um processo industrial, então a gente pode usar sem ter grandes preocupações de restrição terapêutica”.

O que ele mais tem visto na prática médica é a recuperação muscular dos atletas: “é impressionante como o tempo de recuperação e as dores pós estímulo de intensidade recuperam mais rápido. Sem deixar de falar da qualidade do sono, que interfere muito em performance”.

Dr. Magliocca também é médico da seleção brasileira de natação, diretor do departamento médico do Palmeiras e vice-presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva. E um entusiasta do uso medicinal da Cannabis.

Participaram deste programa, conforme foto: Paulo Vitor, diretor comercial da Onixcann, Raphael Baptista de Camargo, diretor de RH e Comercial da Care Club, Ana Gabriela Baptista, consultora técnico-científica da OnixCann, Renan Malvestio Diretor de Operações da Care Club, Jaime Ozi, sócio e vice-presidente da OnixCann e Luiz Alvaro Marcondes, CFO da OnixCann.

 

O Fabrício Pamplona é o convidado da última masterclass do ano da Tegra Pharma

Fabricio Pamplona

Médico (a), tenha mais assertividade no tratamento e ofereça maior segurança ao seu paciente com o auxílio da farmacogenética na prescrição de canabinoides.

Sabemos que o tratamento canabinoide é personalizado e que cada paciente reage de maneira distinta aos produtos, dosagens e concentrações de canabinoides.

Por isso, na última Masterclass do ano da Tegra Pharma, convidamos o farmacólogo Fabrício Pamplona, influente pesquisador e empreendedor do segmento de Cannabis, para apresentar os benefícios da farmacogenética e as funcionalidades do MyCannabis Code, o primeiro teste do Brasil que une DNA e Cannabis.

O teste farmacogenético MyCannabis Code, da empresa Proprium, utiliza dados de DNA que oferecem, de forma individualizada, recomendações sobre as variedades de cannabis mais indicadas para cada paciente, bem como, sobre as dosagens recomendadas e os possíveis efeitos colaterais do tratamento.

Tema:  “Prescrição de canabinoides com auxílio da farmacogenética: usando o MyCannabisCode na prática clínica”

Convidado: Fabrício Pamplona, farmacologista e pesquisador com mais 1.800 citações no Google Scholar.

Data: 18/11 (quinta-feira)

Horário: 20h (horário de Brasília)

Inscrições: https://bit.ly/masterclassmycannabiscode

Tópicos da Masterclass

  • Fundamentos da farmacogenética de canabinoides
  • Alvos importantes e efeitos dos canabinoides previsíveis pela farmacogenética
  • Construção do painel MyCannabisCode
  • Interpretação do laudo MyCannbisCode
  • Apresentação de 2 Casos clínicos
Fabrício Pamplona
Fabrício Pamplona

Convidado Especial: Fabrício Pamplona. Farmacólogo, Empreendedor e Pesquisador

Fabrício Pamplona é empreendedor e fundador de uma startup tecnológica, na área de interfaces criativas interativas, que tem como foco a infografia e comunicação científica (Mind the Graph, com mais de 250 mil usuários em 60 países. Possui 8 anos de experiência, com atuação em pequenos negócios inovadores, em desenho de produto e gestão da inovação. Liderou por 3 anos o desenvolvimento de produtos à base de Cannabis na startup farmacêutica Entourage Phytolab, como Diretor Científico. Além disso, tem um feedback científico sólido em Psicofarmacologia, como Pesquisador Convidado do Instituto Max Planck de Psiquiatria (Alemanha) e como Pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Acumula mais de 1800 citações no Google Scholar.

Inscrição na Masterclass

Para participar o médico deve se inscrever pelo link: https://bit.ly/masterclassmycannabiscode

 

Tegra Pharma patrocina o 4º Medical Cannabis Summit

Medical Cannabis Summit

Medical Cannabis Summit, o maior evento de debate da Cannabis medicinal do Brasil terá que será a quarta e última edição do congresso traz renomados cientistas internacionais entre os dias 22 e 26 de novembro.

Nas últimas três edições do Medical Cannabis Summit, mais de 320 mil pessoas tiveram acesso ao conteúdo do congresso, assistiram aos painéis de debate e às palestras do evento. De 22 a 26 de novembro de 2021, será realizada a quarta e última edição deste importante evento.

A abertura será com uma das pesquisadoras responsáveis pelo descobrimento dos receptores do sistema endocanabinoide (SEC), a cientista estadunidense Dra. Allyn Howlet. Ela irá responder dúvidas de médicos e pesquisadores brasileiros.

O evento ainda debaterá muitos temas que são de relevância no cenário pós-pandemia, em especial com as questões que afetam a saúde mental dos brasileiros, para este tema foi convidado o Dr. Peter Grinspoon, médico do Massachusetts General Hospital, professor de medicina na Harvard Medical School e Diretor Associado do Physician Health Service, parte da Massachusetts Medical Society e um dos grandes especialistas em Cannabis.

O evento é uma promoção do grupo OnixCann em parceria com a Transformação Digital. O evento é 100% online e gratuito e convida toda a sociedade para um amplo debate científico e plural sobre o uso medicinal da Cannabis.

15 painéis em 5 dias de evento

Nesta edição, serão 15 painéis ao longo da semana, transmitidos pelo site do evento Medical Cannabis Summit. Para acesso às transmissões, é necessária apenas inscrição no evento.

Para Jaime Ozi, sócio e vice-presidente da OnixCann, este último evento encerra um ciclo importante para ampliar o conhecimento dos diversos usos da Cannabis medicinal.

“Começamos o primeiro evento falando da legislação e principalmente informando que a Cannabis, sim, era permitida pelos órgãos regulamentadores brasileiros para fins medicinais. Ao longo do tempo promovemos debates de altíssimo conteúdo técnico-científico com os maiores nomes da medicina canábica do Brasil e do mundo, o que muito nos orgulha, como Raphael Mechoulam, Ethan Russo, Mara Gordon, Staci Gruber, Bonni Goldstein, Donald Abrams e muito outros”, lembrou o executivo.

Nesta nova edição, apontamos os caminhos para debates que trazem o que deve se consolidar como o uso da Cannabis medicinal que mais será adotado: que é o uso para o bem-estar, para a longevidade com qualidade de vida, assim como no tratamento das doenças mentais, que são as que mais afetam os brasileiros. Segundo recente estudo da USP, o Brasil é o país que mais tem casos de ansiedade (63%) no mundo e o segundo em pessoas com depressão (59%).

Entre os nomes presentes, além dos citados acima, estão a Dra. Genester Wilson King, obstetra e ginecologista, fundadora da Victory Rejuvenation Center (VRC), prática de medicina holística privada e preventiva, oferecendo modalidades de gestão transformadoras e medicamentos personalizados prescritos para melhorar e promover a saúde do homem e da mulher. Defensora da Cannabis e da terapia hormonal/ bem-estar, palestrante, clínico e educadora. Ela relata o uso de Cannabis em obstetrícia e ginecologia, terapia hormonal para TPM, perimenopausa, menopausa e pós-menopausa na qual é reconhecida.

Dr. Ricardo Augusto De Melo Reis, neuroquímico, biofísico, pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, irá palestrar sobre o tema “Qualidade de vida e um sistema endocanabinoide resiliente”.

As histórias de pacientes permanecem como nas outras edições, com casos de extremo interesse com a convidada Katiele Fischer, que teve um papel protagonista para que hoje o uso da Cannabis fosse permitido. O Dr. Jimmy Fardin Rocha, ortopedista, traumatologia e cirurgião de joelho que trará o caso de paciente que sofreu fratura do fêmur, foi operado e tratado com Cannabis medicinal.

Como prescrever Cannabis?

O ponto de maior interesse para os médicos que se inscreverem no evento será a aula ministrada por grandes nomes da medicina canabinoide, que irão ensinar como efetivamente prescrever um tratamento canabinoide para pacientes, a posologia mais adequada para cada tipo de condição. Dr. Ricardo Ferreira também já confirmou presença.

Ainda falaremos sobre o uso do CBD no esporte com os fundadores do Atleta Cannabis: Fernando Paternostro e Pedro Guimarães (Peu) e o médico Dr. Paulo Barone especialista em biomecânica do esporte da Sports Lab. O Dr. José Lúcio, diretor geral da Inspirali do grupo Anima Educação, irá abordar a importância da educação continuada para a formação dos médicos para o uso hábil da Cannabis no tratamento medicinal, novas metodologias de ensino e as tendências educacionais, que existem fora do Brasil e que serão aplicadas nos próximos anos.

A agenda está em fase de conclusão, grandes nomes estão finalizando os últimos detalhes para a participação no evento. Seguindo a tradição do evento, convidados renomados e especialistas em Cannabis prometem mobilizar a população em prol de um maior acesso aos tratamentos com a Cannabis exclusivamente para fins medicinais.

SERVIÇO:

  • Evento: Cannabis Medicinal Summit
  • Inscrições gratuitas: https://medicalcannabissummit.com.br/
  • Dias: 22 a 26 de novembro, segunda a sexta-feira
  • Horário: ao todo são 3 horários iniciando às 18h e indo até às 21h.

A programação completa será em breve divulgada no site do evento.

A 4ª edição ainda conta com patrocinadores, apoiadores e um veículo oficial de divulgação especializado no tema:

  • Diamond: Tegra Pharma
  • Platinum: Inspiralli/Anima
  • Bronze: Centro de Excelência Canabinoide, Clínica Gravital e Sports Lab
  • Veículo Oficial de Comunicação: Portal Cannabis & Saúde. Veja aqui como foi a cobertura das edições anteriores.
  • Apoiadores: Sechat, The Green Hub, Abiquifi, My Grazz, Atleta Cannabis e Kaya Mind.

Sobre a OnixCann

Grupo brasileiro de distribuição de Cannabis Medicinal que conecta pacientes com médicos, seguindo protocolos clínicos e padrões internacionais. Com uma equipe clínica e científica altamente qualificada, o objetivo é trazer ao Brasil o que existe de mais moderno com toda a segurança e qualidade para o ecossistema global de Cannabis Medicinal. Dentro desse ecossistema, o Grupo OnixCann atua estrategicamente em 4 importantes segmentos: educação, farmacêutico, comunicação e tecnológico com o compromisso de melhorar a qualidade de vida e contribuir com a saúde dos pacientes e a formação de médicos e profissionais de saúde no país.

Sobre o TransformaçãoDigital.com

O TransformaçãoDigital.com é um ecossistema que conecta pessoas e empresas à transformação digital, com o objetivo de simplificar e democratizar o futuro. Fundada em 2017, a empresa catarinense busca, através de ferramentas digitais, eventos e treinamentos, entre outras iniciativas, auxiliar na transformação do negócio e da estratégia de empresas que buscam maneiras de reinventar o modelo de negócio de olho nas tendências de uma sociedade cada vez mais conectada por meio da tecnologia.

Tetrahidrocanabinol: o que é, benefícios e uso medicinal do THC

THC
O tetrahidrocanabinol, mais conhecido pela sigla THC, pode não ser tão conhecido quanto o seu “irmão” CBD como recurso terapêutico, mas, ainda assim, tem valor medicinal e indispensável para o tratamento de certas patologias.

Além disso, há fármacos à base de Cannabis que são mais poderosos quando a sua composição mescla doses de ambos os compostos ativos.

O que é tetrahidrocanabinol –  THC?

Tetrahidrocanabinol (THC) é uma das substâncias encontradas em plantas do gênero Cannabis.

Ele é resultado da transformação do composto THCA, o ácido tetrahidrocanabinol.

Trata-se da forma não ativada do THC, que não apresenta efeitos psicoativos, embora tenha propriedades neuroprotetoras.

Para ser convertido em THC, o THCA deve ser exposto ao calor, quando então muda para seu estado neutro, o tetrahidrocanabinol.

Por sua vez, ele pode ser convertido novamente em uma nova fórmula de tetrahidrocanabinol, dando origem ao canabinol, o CBN.

Nesse caso, ele tem função orgânica anti-inflamatória, ou seja, ela deixa de exercer a psicoatividade do THC.

Existe ainda uma série de grupos funcionais resultantes do canabinoide, com destaque para os compostos a seguir.

THC

CBG

O canabigerol, ou CBG, passa quase despercebido nas variedades de Cannabis, porque sua concentração, em geral, não chega a 1%.

Tem efeito anti-inflamatório, anticonvulsivo, sedativo, antitumorígeno e reduz a pressão intraocular.

CBC

Canabicromeno, ou CBC, é um dos compostos da Cannabis mais estudados pela medicina.

Tem potenciais terapêuticos que nem o THC nem o CBD apresentam: fungicida e bactericida.

Além disso, apresenta ainda efeito sedativo, hipotensor e anti-inflamatório.

THCV

THCV é a sigla para tetrahidrocanabidivarina, um canabinoide semelhante ao THC, mas que não é criado na forma de ácido.

Tem efeito psicoativo mais curto e atua na supressão do apetite, podendo ser útil no combate à obesidade.

Também ajuda pacientes com diabetes, pois regula os níveis de açúcar no sangue.

CBDV

A canabidivarina, ou CBDV, é um canabinoide sem efeito psicoativo, com uma estrutura semelhante à do CBD.

Há pesquisas que indicam uma eficácia antiepilética nesse composto.

Para que serve o tetrahidrocanabinol – THC?

Tal como o CBD, o THC é um canabinoide, um tipo de composto químico extraído das plantas do gênero Cannabis, sobretudo nas espécies sativa e indica.

A principal característica desses compostos é que eles agem diretamente nos chamados receptores canabinoides.

Assim, eles levam à interação dessas substâncias com o metabolismo celular, por meio do sistema endocanabinoide.

As propriedades de cura vêm justamente dessa relação entre THC/CBD e o sistema endocanabinoide, atuando na regulação e no equilíbrio de uma série de processos fisiológicos do nosso corpo.

Qual é a diferença entre THC e CBD?

THC

Embora ambos sejam canabinoides, é importante frisar que há diferenças consideráveis entre os compostos.

No caso, os medicamentos produzidos com CBD geralmente não têm THC ou contêm em quantidades reduzidas.

Além disso, na fabricação de óleos de espectro amplo, o tetrahidrocanabinol é removido, em virtude dos seus possíveis efeitos adversos.

Contudo, a principal diferença é a ação psicoativa do THC, especialmente quando inalado.

Esse impacto não se verifica no CBD e, por isso, ele é mais utilizado como composto ativo em medicamentos, que são indicados para o tratamento de doenças diversas.

Quais são os efeitos do CBD?

Como recurso terapêutico, o CBD, ou canabidiol, já tem uma série de benefícios comprovados por estudos clínicos em diversos tipos de tratamento.

Dos cuidados paliativos em pacientes com câncer à medicação em quadros de epilepsia, ele age como um remédio eficaz ao reduzir dor, náuseas e vômitos, no primeiro caso, e no controle das convulsões, no segundo.

Confira uma lista de condições clínicas cujo tratamento se favorece do uso do canabidiol:

  • Ansiedade
  • Artrite reumatoide
  • Artrose
  • Autismo
  • Câncer
  • Dependência química
  • Depressão
  • Dermatites, acne e psoríase
  • Diabetes
  • Doença de Alzheimer
  • Doença de Parkinson
  • Doenças gastrointestinais
  • Dor neuropática
  • Dores de cabeça
  • Endometriose
  • Enxaqueca
  • Epilepsia
  • Esclerose múltipla
  • Fibromialgia
  • Glaucoma
  • Insônia
  • HIV
  • Lesões musculares
  • Obesidade
  • Osteoporose
  • Paralisia cerebral
  • Síndrome de Tourette
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
  • Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Quais são os efeitos do THC?

O THC interage com os receptores CB1 e CB2, diferentemente do canabidiol.

Sua ação terapêutica é percebida quando o composto é ministrado visando o efeito entourage.

Isso porque, no caso de medicamentos com THC, a presença do canabidiol e outros fitoquímicos torna a droga terapêutica e não recreativa.

Logo, é dessa interação entre os compostos que vêm os benefícios medicinais e que eliminam os efeitos psicoativos associados ao tetrahidrocanabinol.

Saiba os 5 benefícios do tetrahidrocanabinol – THC

O THC está longe de ser o vilão que uma parcela do público imagina – muito em razão da desinformação ou preconceito em torno das plantas do gênero Cannabis.

Quando administrado em associação com o CBD e nas doses certas, ele promove uma série de benefícios à saúde, ajudando, inclusive, a tratar de doenças graves.

Ainda que a ciência necessite de mais estudos conclusivos, com o que já se sabe, é possível afirmar que o tetrahidrocanabinol é um composto dos mais valiosos para a medicina.

Conheça 5 dos seus muitos benefícios.

1. Tratamento do glaucoma

O glaucoma é uma doença caracterizada pelo aumento da pressão intraocular e que leva à cegueira.

Uma das formas de combatê-la é utilizar o THC, que com seus efeitos transitórios reduz a pressão interna do olho.

2. Ajuda a evitar inflamações

As propriedades anti-inflamatórias do THC e do canabidiol já são bastante conhecidas.

Por isso, eles são úteis no tratamento de enfermidades inflamatórias, inclusive as do trato gastrointestinal, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

Também têm eficácia já comprovada para lidar com a artrite reumatoide e demais condições reumáticas.

3. Aumento do apetite

Talvez um dos usos mais amplamente documentados e antigos do THC e do CBD seja como estimulante do apetite, especialmente em portadores do vírus HIV.

Nesses pacientes, fármacos produzidos à base de tetrahidrocanabinol têm sido ministrados com sucesso há algumas décadas, ajudando a mitigar os efeitos da anorexia resultante da doença.

De qualquer modo, pessoas acometidas por anorexia em virtude de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos também podem ser tratadas.

4. Redução da dor

Outro uso para o THC amplamente documentado e conhecido é no combate e redução da dor, sendo usado há muito tempo com essa finalidade.

Em geral, os canabinoides promovem efeito antiálgico, agindo nos receptores existentes no cérebro e em diversos tecidos.

Para isso, o dronabinol (uma forma específica de tetra-hidrocanabinol) tem sido largamente prescrito, sendo comercializado em diversos países para uso oral e com o objetivo de reduzir a sensibilidade à dor.

5. Cuidados paliativos no câncer

Não bastassem todos os benefícios associados ao THC já descritos, a substância ainda é eficaz nos cuidados paliativos em pacientes com câncer.

Afinal, além do efeito antiálgico, ela também pode ser empregada para reduzir sintomas como náuseas e vômitos, comuns em pessoas submetidas à quimioterapia.

Existem muitos trabalhos científicos que investigam ou investigaram o potencial do THC no auxílio do tratamento do câncer em suas mais variadas formas.

Um deles foi publicado por pesquisadores italianos na revista do National Center for Biotechnology Information.

Trata-se do artigo Cannabis sativa L. and Nonpsychoactive Cannabinoids: Their Chemistry and Role against Oxidative Stress, Inflammation, and Cancer, que confirmou os efeitos positivos do THC no combate a processos inflamatórios associados ao câncer.

Quais doenças podem ser tratadas com a ajuda do THC?

THC

Existe ainda um grande espectro de doenças que podem ser tratadas, controladas ou curadas com o uso de THC.

Veja quais são a seguir!

Autismo

Depois de seis meses de acompanhamento clínico, 86,6% dos pacientes com transtornos do espectro autista que utilizaram óleos à base de Cannabis optaram por continuar o tratamento.

É o que observaram pesquisadores israelenses (entre eles Raphael Mechoulam, que descobriu o sistema endocanabinoide), que divulgaram os resultados em 2019 na revista Scientific Reports.

Entre os que responderam um questionário sobre os resultados, 30,1% afirmaram ter notado uma melhora significativa e 53,7% observaram melhora moderada.

Apenas 6,4% afirmaram que o progresso foi pequeno e 8,6% não notaram diferença na condição.

Um outro estudo, de autoria de Renato Malcher, comprovou efeitos positivos em ministrar medicamentos compostos por CBD e THC na proporção de 75/1.

Nos testes com pacientes, de 15 avaliados, apenas um não apresentou melhora com a medicação.

Câncer

Nos Estados Unidos, já foram aprovados pelo FDA (a Anvisa de lá) dois fármacos produzidos à base de THC para tratamento de náuseas e vômitos em pacientes com câncer.

Um é o Dronabinol, administrado em forma de cápsula gelatinosa contendo delta-9-tetrahidrocanabinol (THC).

Além de auxiliar nos cuidados paliativos em pacientes com câncer, ele também ajuda na perda de peso e a tratar a falta de apetite em pessoas com AIDS.

O segundo é o Nabilone, canabinoide sintético que atua de maneira muito semelhante ao THC.

Ele é administrado por via oral e é mais indicado quando outros medicamentos não funcionam.

Dependência química

Ainda que pareça contraditório, produtos à base de Cannabis podem ter ótimo resultado no tratamento de pacientes que procuram se livrar da dependência química.

No artigo Intentional Cannabis use to reduce crack cocaine use in a Canadian setting: A longitudinal analysis, publicado na revista científica Addictive Behaviors, pesquisadores canadenses observaram o consumo intencional de Cannabis em dependentes químicos de outras drogas.

Eles concluíram que “os canabinoides podem ter um papel importante na atenuação dos sintomas relacionados ao desejo por cocaína e reduzem o uso de crack ou recaídas”.

Também há um estudo, realizado na Universidade de Columbia / EUA, no qual o Dronabinol teve efeitos positivos ao reduzir a abstinência de opiáceos na fase de desintoxicação por conta do tratamento com naltrexona.

Doença de Alzheimer

O tetrahidrocanabinol também pode apresentar efeitos positivos no tratamento da doença de Alzheimer.

É o que concluiu um estudo publicado no Aging and Mechanisms of the Disease, no qual os investigadores provaram que o THC e outros compostos químicos encontrados na Cannabis podem eliminar as concentrações tóxicas da proteína beta-amiloide, responsável pelo avanço do Alzheimer.

Segundo um dos cientistas participantes, Antonio Currais, a inflamação do cérebro está associada à doença.

No entanto, acreditava-se até agora que a única resposta contra o processo inflamatório vinha do sistema imunológico.

Nessa pesquisa, então, ficou provado que componentes similares ao THC podem impedir que as células nervosas morram por uma outra via.

Epilepsia e convulsões

A epilepsia é um distúrbio neurológico comum em determinadas doenças e se caracteriza pela recorrência de ataques epiléticos ou convulsões.

No tratamento com THC, os efeitos dos canabinoides dependem muito da causa, ou seja, a doença que está por trás das crises convulsivas.

Há pesquisas direcionadas especificamente a certas condições, como é o caso do estudo relatado no artigo Effect of Cannabidiol on Drop Seizures in the Lennox-Gastaut Syndrome, publicado do The New England Journal of Medicine em 2018.

O THC também apresenta efeitos benéficos no tratamento das convulsões associadas à epilepsia.

Nesse caso, têm sido administrados com sucesso sprays nasais produzidos a partir do composto ativo até mesmo para portadores da síndrome de Dravet, um distúrbio raro e que causa ataques epilépticos.

Esclerose múltipla

Doença neurológica crônica, progressiva e autoimune, a esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central e tem como principais sintomas a rigidez muscular e espasmos involuntários.

Um estudo com pacientes em centros médicos do Reino Unido comparou os resultados do tratamento realizado com extrato de Cannabis oral e placebo.

“A taxa de alívio na rigidez muscular depois de 12 semanas foi quase duas vezes maior com o extrato de Cannabis do que com o placebo (29,4% vs 15,7%)”, concluíram os pesquisadores no artigo Multiple Sclerosis and Extract of Cannabis: results of the MUSEC trial, publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry.

No tratamento da espasticidade (aumento anormal do tônus muscular), tem sido usado o medicamento Sativex, no qual THC e CBD se misturam na proporção de 1:1.

Ele é ministrado exclusivamente por via oral e a sua dosagem máxima recomendada é de até 12 pulverizações ao dia

Para cada pulverização de 100 microlitros, o paciente deve inalar cerca de 2,7 mg de THC e 2,5 mg de CBD.

Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença caracterizada pela dissociação entre pensamento e realidade, cujo tratamento envolve fármacos antipsicóticos com fortes reações adversas.

No trabalho The Role of Cannabis within an Emerging Perspective on Schizophrenia, publicado em 2018, pesquisadores da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, revisaram pesquisas recentes que sugerem que a Cannabis pode ser usada no tratamento da condição.

Eles sugerem uma abordagem ampla que foca nos aspectos ambientais, autoimune e neuroinflamatório causados pela enfermidade.

“Uma revisão da literatura mostra que o consumo de fitocanabinoides pode ser uma opção segura e efetiva de tratamento para esquizofrenia como terapia principal ou auxiliar”, concluíram.

Outro estudo que aponta para os benefícios da Cannabis no cuidado da esquizofrenia vem da Universidade do Porto.

Em sua dissertação de mestrado (pág. 10), Marta Henriques Carneiro Nunes de Andrade destaca os bons resultados obtidos com a injeção intravenosa de THC, que substitui com eficácia a inalação do composto.

Obesidade

Um estudo conduzido por pesquisadores poloneses, intitulado Cannabidiol decreases body weight gain in rats: Involvement of CB2 receptors, que envolveu testes em animais, sugere a eficácia do canabidiol no controle do peso.

Por isso, o THC vem a ser uma alternativa para a redução ou o controle de peso em pacientes que sofrem de obesidade.

Prova disso é um estudo de um grupo de pesquisadores americanos que, em 2015, descobriu uma propriedade interessante no composto ativo.

Em testes com ratos, detectou-se que, embora o THC provocasse o aumento do apetite, ao mesmo tempo ele não os levou ao aumento de peso, pelo contrário.

Detalhe: os animais foram submetidos a uma dieta rica em gordura.

O que a legislação brasileira diz a respeito do uso medicinal do THC?

Somente em 2015 a Cannabis medicinal foi legalizada no Brasil, embora sob certas condições.

Foi nesse ano que a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 17, em que foram determinadas normas para a importação de medicamentos à base de canabidiol em caráter excepcional.

De acordo com o texto, os produtos poderiam ser importados desde que acompanhados de prescrição médica e atendendo a certos critérios.

À Anvisa, cabe a verificação e permissão para a importação, conforme o processo descrito no tópico anterior.

Por isso, médicos que pretendem prescrever produtos do exterior à base de canabidiol e THC devem consultar a RDC Nº 327/2019 e a RDC Nº 335/2020 e a RDC Nº 570/2021 para mais informações.

São essas regulamentações que estabeleceram os requisitos para a comercialização de produtos de Cannabis para fins medicinais no país.

Conclusão

Com o que vimos neste texto, fica muito claro o relevante papel exercido pelo THC como substância ativa em fármacos usados em diversos tratamentos.

Embora o Brasil ainda precise avançar em termos de legislação, espera-se que, em breve, os medicamentos à base de Cannabis estejam mais acessíveis à população que tanto se beneficiaria deles para tratamentos menos invasivos em nosso país.

Se desejar, nesta página, é possível preencher um cadastro e solicitar a visita de um dos nossos consultores para informações sobre produtos, posologia e pesquisas sobre a efetividade do uso do THC no tratamento das mais diversas patologias.

Como a Cannabis medicinal auxilia no tratamento da fibromialgia

Cannabis fibromialgia

A Cannabis utilizada no tratamento da fibromialgia, tem se mostrado uma alternativa segura e eficaz para pacientes que convivem com as incômodas dores generalizadas no corpo.

A história da Cannabis como tratamento a dores não é tão recente, para se ter uma ideia, o livro De Matéria Médica, uma enciclopédia e farmacopeia escrita no primeiro século d.C. pelo grego Dioscórides, já citava a Cannabis como uma planta medicinal útil para tratar dores articulares e inflamações.

O mesmo consta no livro chinês Pen-Tsao, o mais completo livro da história da medicina tradicional chinesa, escrito em 1578.

Nos dias de hoje, a investigação sobre o potencial terapêutico das plantas obedece aos rigores do método científico, e nada disso eliminou a Cannabis da lista de potenciais tratamentos contra a fibromialgia e dores em geral.

Pelo contrário, apenas reforçou o que os médicos da antiguidade já sabiam. Ou seja, as evidências clínicas mostram que a Cannabis medicinal não é mera “crença popular”, e sim um fato.

Cannabis para o tratamento da fibromialgia

Para muitos pacientes, a fibromialgia é incapacitante.

Faz com que levem uma vida menos ativa em função das dores frequentes e suas consequências: fadiga e dificuldade para dormir, por exemplo.

É algo que pode acabar atrapalhando a vida social e profissional.

Inclusive, há muitos que acabam deixando seu emprego por conta da fibromialgia.

Por consequência, pode levar a outros problemas, como ansiedade e depressão. Ou seja, um único problema acarreta um efeito dominó.

O pior é que a fibromialgia é uma doença degenerativa, ainda sem cura.

O tratamento, portanto, foca na atenuação dos sintomas, para que as dores sejam menos intensas e frequentes.

Nesse sentido, qualquer medicamento que leve a uma melhora na qualidade de vida do paciente deve ser celebrada, e acredita-se que o óleo de Cannabis apresenta vantagens em relação a analgésicos, opioides e antidepressivos.

O que é a fibromialgia?

Fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza pelas dores generalizadas nos ossos, músculos e articulações.

As dores podem ser acompanhadas por sintomas como cansaço e problemas no sono.

Além das dores, o paciente com fibromialgia tem grande sensibilidade quando é tocado ou tem sua musculatura comprimida pelo examinador.

É uma condição crônica, que acomete mais mulheres do que homens e da qual não se sabe exatamente quais são as causas e que não é detectada em exames.

Desse modo, o diagnóstico da síndrome é clínico, dado pelo médico a partir da entrevista com o paciente.

Supõe-se que a doença surja a partir de uma soma de fatores, como a carga genética, infecções causadas por outras doenças e traumas físicos ou emocionais, que podem funcionar como gatilhos.

Pesquisadores acreditam que a fibromialgia provavelmente decorre de um alto nível de neurotransmissores responsáveis pela sensação de dor presentes no cérebro.

Desse modo, os receptores acabam se tornando mais sensíveis aos sinais de dor.

Além do tratamento com medicamentos e óleo e pomadas de Cannabis para fibromialgia, determinados exercícios e práticas de redução de estresse (como yoga e meditação) podem ajudar o paciente a reduzir e conviver melhor com os sintomas.

A Cannabis é realmente eficiente para fibromialgia?

Como observamos na abertura deste texto, há muitos séculos, a Cannabis já é reconhecida como uma planta terapêutica, que ajuda a amenizar dores em geral.

Segundo o ortopedista Ricardo Ferreira, especialista em coluna e dor, sua eficácia é relatada por pacientes. “É disparada a indicação mais frequente, seja na oncologia ou na esclerose múltipla, para tratar a dor gerada pela doença”, garante.

A experiência clínica de um médico é importante, mas, no caso da fibromialgia, temos ainda vários artigos científicos para engrossar o coro.

Um estudo israelense Safety and Efficacy of Medical Cannabis in Fibromyalgia, publicado em 2019 no Journal of Clinical Medicine, mostrou os resultados do acompanhamento de 367 pessoas que fizeram o tratamento com Cannabis por seis meses.

Os pesquisadores concluíram que a Cannabis medicinal é eficaz e segura quando administrada com calma e gradualmente.

“Considerando as baixas taxas de dependência e reações adversas sérias (especialmente quando comparada a opioides), a terapia com Cannabis deve ser considerada para aliviar a carga de sintomas entre os pacientes com fibromialgia que não estão respondendo ao tratamento convencional”, escreveram.

Há bastante evidências, portanto, de que o óleo de CBD é eficaz entre os pacientes.

Mesmo a fibromialgia quanto o sistema endocanabinoide ainda são cercados de desconhecimento.

Que, no entanto, não implica em grandes riscos, já que as reações adversas provocadas pela Cannabis são praticamente inexistentes.

Estudos mais recentes sobre a eficácia do canabidiol para tratar a fibromialgia

O estudo que citamos acima não é o único que sugere benefícios do óleo de CBD e da Cannabis medicinal em geral contra as dores da fibromialgia.

A seguir, apresentamos outras pesquisas que mostram que o potencial terapêutico da planta para aliviar as dores não é mera suposição, e sim um fato baseado em evidências concretas.

Cannabidiol, cannabinol and their combinations act as peripheral analgesics in a rat model of myofascial pain

Estudo publicado em 2019, conduzido em ratos na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, concluiu que a aplicação periférica de canabinoides não psicoativos pode fornecer alívio analgésico para distúrbios de dor muscular crônica, como distúrbios temporomandibulares e fibromialgia, sem efeitos colaterais centrais.

Medical Cannabis for the Treatment of Fibromyalgia

Pesquisadores israelenses publicaram em 2018 um artigo que apresenta o resultado de um estudo feito com pacientes em dois hospitais de Israel.

A conclusão deles é que o tratamento com Cannabis medicinal tem um efeito favorável significante em pacientes com fibromialgia, com poucos efeitos adversos.

Effect of Adding Medical Cannabis Treatment (MCT) to Analgesic Treatment in Patients with Low Back Pain related to Fibromyalgia: An Observational Cross-over Single Center Study

Estudo observacional cruzado israelense publicado em 2017 mostrou vantagem do tratamento com Cannabis medicinal no tratamento a pacientes com dores lombares associadas à fibromialgia na comparação com o uso de analgésicos tradicionais.

Cannabis Use in Patients with Fibromyalgia: Effect on Symptoms Relief and Health-Related Quality of Life

Estudo publicado em 2011, conduzido por cientistas de Barcelona, concluiu que o uso de Cannabis está associado a benefícios em alguns sintomas de fibromialgia.

Como usar a Cannabis para fibromialgia?

Existem, atualmente, várias formas de apresentação da Cannabis seus  derivados.

Geralmente, você vai ouvir falar dos produtos como óleo de CBD, embora alguns deles tenham outros canabinoides, além do canabidiol.

Quanto a esse quesito, os óleos costumam ser divididos em três categorias:

  • Óleo de CBD isolado: para produzir este óleo, é utilizado apenas o canabidiol da Cannabis;
  • Óleo de espectro completo: é o menos processado, portanto, contém todos os componentes da Cannabis, inclusive o THC;
  • Óleo de espectro amplo: sua única diferença em relação ao óleo de espectro completo é que o THC é removido.

A vantagem dos óleos de espectro completo e amplo é que eles proporcionam o efeito entourage, que aumenta a condição terapêutica do produto graças à sinergia botânica entre os diversos compostos presentes na planta.

Outro benefício do efeito entourage é que ele diminui ainda mais a chance de o paciente sentir alguma reação adversa.

No caso dos óleos de espectro completo, o THC está presente em baixa concentração, não sendo suficiente para gerar o efeito psicoativo.

Mesmo assim, o óleo de espectro amplo pode não ser recomendado em casos especiais – como um atleta que passará por exame antidoping, por exemplo.

O modo mais comum de uso do óleo de CBD é via oral, em gotas ou em cápsulas. Também existe em forma de pomada.

Quanto à dosagem, vai depender de cada caso – é o médico quem deve determiná-la, sempre.

Conclusão

Tanto as evidências científicas quanto os relatos dos pacientes deixam claro que o óleo de CBD, assim como a pomada, é um tratamento promissor contra as dores da fibromialgia.

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Cannabis medicinal e o tratamento da osteoporose

Osteoporose

Apesar de pouco prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é bastante utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

A osteoporose é uma doença que enfraquece gradualmente os ossos e cujo nome se traduz, literalmente, como “ossos porosos”. Afeta 200 milhões de pessoas no mundo e pode ser incapacitante, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF)

A doença aparece quando a formação do osso não é adequada e há deficiência de cálcio e vitaminas ou quando os ossos sofrem um desgaste excessivo. 

Essa deterioração pode ocorrer por alguns fatores: diminuição de hormônios, uso contínuo de alguns tipos de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool, existência de algumas doenças específicas, e, finalmente, o desgaste natural.

Segundo dados de um novo estudo apresentado pela revista Veja, no mundo, o custo anual de hospitalização por fraturas causadas pela doença é de 19,8 bilhões de reais. Este valor é maior que o custo de infarto (16,7 bilhões de reais), derrames (11,7 bilhões de reais) e câncer de mama (1,9 bilhões de reais).

No Brasil, a osteoporose custa 1,2 bilhão de reais anualmente. Mais da metade (61%) deste montante, o equivalente a 733,5 milhões de reais, está associado à perda de produtividade. As despesas com hospitalização representam 234 milhões de reais e os custos cirúrgicos, 162,6 milhões de reais.

Osteoporose. O que é a doença

“O osso corresponde à maior porção de tecido conjuntivo do corpo. Contém células que fabricam e mantém a matriz extracelular. Ela está fisiologicamente mineralizada com microcristais de fosfato de cálcio, que possuem carbonato”, explica o Dr. Thiago Bitar Moraes Barros, reumatologista.

Ou seja: os ossos estão preenchidos de cálcio, que os mantém densos e fortes. 

“Durante toda a vida eles se encontram em regeneração constante, como consequência de um processo conhecido como remodelação óssea”, continua.

Quer dizer que o tecido ósseo antigo é continuamente destruído e um novo é formado em seu lugar. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por novos e sadios.

Cada parte do corpo tem um tempo diferente de remodelação. Por exemplo: as partes extremas do fêmur são substituídas a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente modificados todo o tempo. Esse processo também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo.

Mas a doença modifica essa ação: “Na osteoporose há uma alteração da sequência de remodelação óssea; a reabsorção óssea é maior que a formação, aumentando a perda de massa óssea e o risco de fratura”, esclarece Bitar.

Por esse motivo, pacientes que têm osteoporose demoram mais para se recuperar de fraturas.

A quem atinge

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois dos 50 anos de idade, cerca de 30% das mulheres e 10% dos homens apresentam osteoporose. Geralmente se descobre a doença a partir de uma exame de densitometria óssea, que mede a massa do osso. Muitas vezes o exame é feito após uma fratura.

A densidade óssea aumenta até os 30 anos de idade e posteriormente começa a cair. Entre os 30 e os 80 anos, o cálcio total diminui aproximadamente 20%, porém esta queda é maior nos ossos da coluna, podendo chegar a 60%.

A herança genética determina em 80% o nível máximo de massa óssea que um indivíduo alcança na vida, assim como a taxa de perda da mesma. Pessoas de etnia negra possuem maior densidade óssea, alcançam maior massa óssea e a taxa de perda é menor se comparada com pessoas brancas e asiáticas.

Fraturas e outros sintomas

A osteoporose provoca 2,4 milhões de fraturas todos os anos no mundo e atinge 10 milhões de brasileiros.

As fraturas, ao mesmo tempo que são um dos piores sintomas, levam ao maior número de diagnósticos, pois geralmente é a partir de um acontecimento atípico como esse que se parte para um exame mais detalhado.

Consequentemente, devido a descalcificação progressiva, que é um dos indicativos da enfermidade, os ossos tornam-se mais frágeis, por isso são mais suscetíveis a quebras. O fato da doença ser mais comum em pessoas de idade avançada aumenta as chances desse tipo de acidente acontecer.

Geralmente, durante uma queda ocorre uma contratura muscular que faz com que a força do impacto seja distribuída por uma superfície maior, o que preserva a segurança dos ossos.

Entretanto, nos idosos, a força muscular e a velocidade de reação estão menores, o que provoca uma alteração neste mecanismo de proteção ao osso, deixando-o mais exposto e sujeito à quebras.

Tipos mais comuns de fraturas

A osteoporose afeta de maneira diferente homens e mulheres, além disso, há ossos com maiores índices de fratura:

  • As fraturas por compressão vertebral acometem 20% das mulheres pós-menopausa
  • As fraturas de bacia aumentam exponencialmente após os 50 anos nas mulheres e 60 nos homens
  • Um terço de todas as mulheres com mais de 80 anos já sofreram uma fratura de bacia
  • São comuns as fraturas das vértebras por compressão, o que leva a problemas de coluna e à diminuição da estatura
  • Os punhos também são facilmente focos de quebras, pois num reflexo, leva-se as mãos a frente do corpo durante a queda. A maior incidência é em mulheres na pós menopausa

Além das fraturas, a enfermidade pode causar dor nas articulações, encurvamento da coluna e diminuição da altura em até três centímetros.

Tratamentos

Para quase todos os casos de osteoporose, são indicados atividade física, fisioterapia, vitamina D e medicamentos específicos.

Mas segundo Dr. Bitar, “para o tratamento correto da osteoporose é necessário entender o processo de remodelação óssea”. Ele acrescenta que “idealmente a terapia deve diminuir a reabsorção de osso impedindo uma maior perda óssea e aumentar a formação óssea”.

Como não existe um tipo de tratamento que ao mesmo tempo iniba a reabsorção de osso e estimule a formação óssea, geralmente o paciente precisa tomar mais de um remédio.

Posso tratar osteoporose com CBD?

Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo de 2010 da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

Em testes feitos em camundongos com deficiência de CB1 e CB2, os principais receptores canabinoides ativados pela Cannabis medicinal, as cobaias apresentaram osteoporose relacionada com a idade como resultado de formação óssea prejudicada e renovação óssea em desequilíbrio.

Ainda não há comprovação científica de que a Cannabis medicinal possa realmente auxiliar os pacientes de osteoporose, mas acredita-se que, como o CBD estimula os receptores citados, consequentemente pode auxiliar no aumento da taxa de regeneração do novo tecido ósseo.

Outra hipótese é a de que o CBD pode auxiliar na prevenção da enfermidade, combatendo algumas de suas outras causas que não o desgaste natural. Por exemplo,  pode ser usado em alguns casos para desmame de corticoide e analgésicos, como auxiliar para abandono do tabagismo, do vicio no álcool, etc.

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Dia 18 de Outubro: Feliz Dia do Médico!

Dia do Médico

No dia 18 de outubro, é comemorado no Brasil o Dia do Médico, profissional responsável por cuidar e promover a saúde de toda a população. Esta data foi escolhida em referência ao Dia de São Lucas, o padroeiro da medicina.

O médico é o profissional responsável por descobrir as doenças que afetam determinado paciente, dando suporte e indicações adequadas para a cura. Ele também é responsável por indicar formas de prevenir doenças e orientar o indivíduo para que ele tenha uma vida mais saudável.

A medicina, sem dúvida, é uma das áreas do conhecimento que exige maior comprometimento e responsabilidade do profissional. Para ser bom médico, é imprescindível investir constantemente na melhoria, estando sempre informado sobre as novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e testes, além de estar atento às novas doenças que surgem com frequência.

Na pandemia de Covid-19 os profissionais foram lideranças importantíssimas na linha de frente de combate à doença e, sem dúvidas, salvaram milhares de vidas.

Os cuidados com a saúde hoje são mais complexos do que nunca. Com mais avanços, ferramentas e informações ao seu alcance, os médicos têm um trabalho gigantesco de diagnosticar e tratar seus pacientes todos os dias.

Este é o dia para homenagear quem nos vê 365 dias por ano. Em cada cidade e hospital, em nossas forças armadas e em nossas comunidades rurais, os médicos pavimentam o caminho para melhores cuidados de saúde para seus pacientes.

Aproveite a oportunidade para agradecer ao seu médico por responder a telefonemas tarde da noite, trabalhar muitas horas e fornecer cuidados inabaláveis. Hoje, mais do que nunca, sabemos os sacrifícios que eles fazem para colocar a saúde de suas comunidades em primeiro lugar.

 

A comemoração do Dia do Médico é uma tentativa de enfatizar o valor dos médicos em nossas vidas e oferecer a eles nossos respeitos! E nosso muito obrigado!

Como os tratamentos com a Cannabis podem abrir novas portas para a medicina

O uso mais comum da Cannabis medicinal nos Estados Unidos – onde é totalmente legalizada para uso medicinal em 36 dos 50 estados – é para o controle da dor.

Ela é bastante eficaz no controle da dor crônica que assola milhões de americanos, especialmente à medida que envelhecem. Parte de suas vantagens é que é uma saída claramente mais segura do que os opiáceos (é impossível uma overdose) e pacientes podem tomá-la no lugar de anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, se as pessoas não puderem tomá-los devido a problemas com seus rins ou úlceras.

Em particular, a Cannabis parece aliviar a dor da esclerose múltipla e a dor nos nervos em geral. Esta é uma área onde existem poucas outras opções, e aquelas que existem são altamente sedativas. Os pacientes afirmam que a Cannabis permite que retomem suas atividades anteriores sem se sentirem completamente desligados e desengajados.

Nesse sentido, a Cannabis é considerada um fantástico relaxante muscular, e as pesquisas revelam sua capacidade de diminuir os tremores no mal de Parkinson. Também há bastante sucesso para fibromialgia, endometriose, cistite intersticial e a maioria das outras condições em que a via final comum é a dor crônica.

Além disso, a Cannabis medicinal também é usada para controlar náuseas e perda de peso e pode ser usada para tratar o glaucoma.

Uma área de pesquisa altamente promissora é seu uso para no Trantorno de Estresse Pós-Traumático. Muitos veteranos e seus terapeutas relatam uma melhora drástica e clamam por mais estudos e por um afrouxamento das restrições governamentais ao seu estudo.

A Cannabis medicinal também ajuda os pacientes que sofrem de dor e síndrome de debilidade associada ao HIV, bem como síndrome do intestino irritável e doença de Crohn.

Mais estudos ainda precisam ser feitos, mas o potencial benéfico já se mostra imenso!

Esses são apenas alguns dos benefícios que a Cannabis pode trazer! Veja em nosso blog outros estudos e palestras com médicos que já a utilizam no Brasil.


REFERÊNCIAS:

O Dr. Alexandre Kaup é o convidado da próxima masterclass gratuita da Tegra Pharma

Hoje, quinta-feira, dia 14 de outubro, às 20h, o médico neurologista Dr. Alexandre Ottoni Kaup ira apresentar “O papel dos canabinoides na enxaqueca: da origem da dor ao tratamento” como convidado da próxima masterclass gratuita exclusiva para médicos. 

O evento gratuito faz parte de uma trilha de formação do médico prescritor que oferece ou pretende oferecer tratamento canabinoide para os seus pacientes.

Tópicos da Masterclass

O evento traçará um panorama sobre a Cefaleia e o uso de canabinoides no auxílio do tratamento, incluindo:
 

  • Aspectos gerais sobre cefaleias
  • Causas e efeitos cognitivos
  • O uso de canabinoides para tratamento de cefaleias
  • Posologia ideal
  • Indicações e contra indicações
  • Casos clínicos
  • Referências e Pesquisas

Convidado Especial: Dr. Alexandre Ottoni Kaup

Médico Neurologista – CRM: 85998

Neurologista e Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein, SP, Brasil. Doutor em neurologia. Professor associado do curso de medicina da Faculdade Israelita de Ciencias da Saude Albert Einstein. Pesquisa clínica em canabinóides no tratamento da migrânea crônica. Neurologia geral com enfase em cefaleias, tratamentos com toxina botulinica e canabinóides. Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia.

 

Inscrição na Masterclass

Para participar o médico deve se inscrever pelo link: https://onixcann.tegrapharma.com/masterclass-dr-alexandre-ottoni-kaup

 

Cuidados paliativos e o tratamento com a Cannabis medicinal.

tratamento

Um dos usos mais comuns do tratamento com a Cannabis medicinal é em pacientes com câncer e outras doenças crônicas. Apesar de existirem evidências de que possa atuar no combate de muitas doenças, a limitação dos estudos clínicos faz com que os fitocanabinoides não sejam a primeira opção de tratamento. Entram em conjunto com medicamentos alopáticos tradicionais, principalmente em casos refratários. Seu objetivo é tratar os sintomas das doenças e medicamentos, não a doença em si.

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Cuidados Paliativos, da Universidade Nicolaus Copernicus, fez um levantamento de tudo que as ciências médicas sabe sobre o uso de Cannabis medicinal para lidar com os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Sistema endocanabinoide

Faz pouco tempo que a ciência conhece o sistema endocanabinoide. No início da década de 1990, pesquisadores descobriram receptores canabinoides 1 e 2 (CB1 e CB2) e o primeiro endocanabinoide: a anandamida, cujo nome deriva de uma antiga palavra indiana, ananda, que significa bem-aventurança ou deleite, produzido pelo organismo.

O sistema endocanabinoide regula a homeostase do corpo: peristaltismo gastrointestinal, a imunidade, o sistema vascular e funções neuroplásticas. Afeta a motivação, os processos de aprendizagem e as emoções, regula o apetite e participa do processo nocicepção – o sentimento de dor.

Um papel importante é desempenhado pelo receptor CB1, cuja ativação inibe a liberação de aminoácidos excitatórios e GABA (Ácido gama-aminobutírico). Esses regulam a liberação de acetilcolina, dopamina, histamina, serotonina, noradrenalina, prostanoides e peptídeos opioides, que por sua vez, regulam o funcionamento do organismo.

O receptor CB1 é encontrado no sistema nervoso central: córtex cerebral, hipocampo, amígdala, cerebelo, gânglios da base, matéria negra, medula, interneurônios medulares, terminações do nervo periférico. Além de sistemas periféricos: baço, coração, pulmões, trato gastrointestinal, rins, sistema urinário e órgãos reprodutivos.

Já o receptor CB2 é encontrado nas células imunológicas, no tecido hematopoiético, nas células sanguíneas brancas, baço, nos astrócitos – células não neuronais do sistema nervoso – e nos ossos.

Uma vez que no centro respiratório da medula oblonga não há receptores CB, altas doses de canabinoides não aumentam o risco de insuficiência respiratória – ao contrário do que acontece com opioides -.

Endocanabinoides e fitocanabinoides

Os principais endocanabinoides são anandamida e 2-araquidonoilglicerol (AG). Anandamida é sintetizada na membrana das células. O sistema endocanabinoide é estimulado como resultado de danos externos, como aumento do estresse, uma doença aguda ou crônica. A concentração de anandamida no plasma sanguíneo aumenta significativamente durante um choque séptico ou hemorrágico, enfarte do miocárdio ou cirrose.

O THC é considerado um composto psicoativo, no entanto, tanto o THC quanto o CBD modificam o estado mental, pois afetam o sistema nervoso central. O THC é um agonista parcial dos receptores CB1 e CB2, enquanto o CBD é um agonista inverso (liga-se à mesma parte do receptor, mas produz o efeito oposto).

THC causa euforia, relaxa os músculos estriados e aumenta o apetite. O CBD exibe propriedades anti-eufórica, antioxidante, ansiolítico, antiepilépticas e antipsicóticas. Ambas as substâncias demonstra ter efeitos analgésico, inflamatório e antiemético.

O CBD inibe a conversão de THC no mais psicoativo 11-hidroxi-THC, potencialmente aumentando sua eficácia e reduzindo o risco de efeitos adversos.

A escolha entre THC e CBD, ou administração combinada de ambos os compostos, permanece uma questão de debate devido aos seus diferentes mecanismos de ação, a ocorrência de sintomas, diagnóstico e comorbidades.

O impacto dos canabinoides no câncer

Embora ainda não tenha sido confirmado de forma inequívoca que os canabinoides inibem o desenvolvimento de tumores malignos, estudos experimentais em animais modelos mostraram que os canabinoides podem inibir o crescimento de neoplasias,  suprimindo sinais enviados por células tumorais, bloqueando o crescimento dos vasos sanguíneos (angiogênese) e migração de células cancerosas (desenvolvimento de metástases), bem como ativação de morte de células (apoptose).

Dependendo do tipo de canabinoide e neoplasia, tal atividade pode depender dos receptores CB1 e / ou CB2. Tem sido observado que a resposta ao tratamento difere dependendo da dose administrada. Altas doses de THC podem inibir o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, enquanto doses baixas podem promover seu desenvolvimento e disseminação. Alguns canabinoides causam o crescimento do tumor através de sua atividade angiogênica e proliferativa.

Os receptores CB1 e CB2 estão envolvidos na atividade anticancerígena dos canabinoides, enquanto nas células cancerosas, a proliferação depende principalmente dos receptores CB2. Células de adenocarcinoma pulmonar, glioblastoma multiforme cerebral, melanoma maligno, tireoide, mama, próstata, cólon, pâncreas e linfomas são tipos de câncer que demonstraram sensíveis aos canabinoides.

Como os canabinoides atuam no tratamento do câncer

tratamento

O CBD pode inibir o crescimento de algumas células do câncer de próstata. Os canabinoides inibem o desenvolvimento de algumas células cancerosas do cólon, enquanto os endocanabinoides causam a morte de células de alguns cânceres gastrointestinais.

Os canabinoides não causam efeitos adversos típicos de medicamentos citostáticos, e agem seletivamente – sua atividade antiproliferativa  envolve principalmente células transformadas, afetando células normais em pequena extensão. Canabinoides podem reduzir o risco de câncer na cabeça e pescoço, bem como de pulmão.

Embora os receptores CB2 não sejam encontrados no cérebro, sua presença na   microglia e macroglia (astrócitos), aumenta em estados patológicos. As microglias são ativados mediante lesão cerebral, o que resulta na ocorrência de efeitos de reparo e proteção, mas também dano secundário aos neurônios (sensibilização central).

Ativação da microglia são responsáveis pela neuropatia da dor. Ativação dos receptores CB2 no cérebro retarda processos degenerativos, especialmente o impacto negativo dos astrócitos na homeostase dos neurônios. O número de receptores CB2 aumenta significativamente em alguns tumores cerebrais: 5 vezes no astrocitoma, 8 vezes no glioblastoma multiforme. Agonistas do receptor CB2 sem psicoativo de efeito eufórico podem ser benéficos em estados degenerativos do sistema nervoso central.

Estudos clínicos sobre o efeito anticâncer dos canabinoides enfrentam problemas significativos de natureza ética. Uma vez que os pacientes que podem se beneficiar de métodos tradicionais de tratamento oncológico não podem ser inscritos em estudos, a maioria dos participantes são voluntários que não têm outras opções de tratamento.

Cannabis ameniza sintomas do câncer

Os canabinoides são usados na gestão de sintomas em pacientes com câncer e sem câncer recebendo cuidado paliativo. Estudos clínicos envolvendo pequenos grupos de pacientes e relatos de casos indicam que o uso da Cannabis medicinal é benéfica.

Estudos clínicos envolvendo grupos maiores de pacientes tratados para náuseas, vômitos, dor e caquexia não inequivocamente demonstram melhora em comparação com outros métodos de tratamento disponíveis.

Há muitas questões não resolvidas em relação a aplicações médicas da Cannabis, como a avaliação da relação risco-benefício, bem como incerteza ou divergência de resultados de estudos clínicos.

As indicações mais comuns para o uso de Cannabis em os cuidados paliativos incluem: náusea e vômito; perda de apetite e caquexia; dor crônica e neuropática; ansiedade e depressão.

Náusea e vômito

Os endocanabinoides afetam a atividade normal do sistema gastrointestinal normal função, regula a função intestinal e o consumo de alimentos. Também são encontrados no leite materno, aumentando o apetite e regulando o metabolismo da criança.

Endocanabinoides causam o fenômeno da larica, que consiste no desejo de consumir alimentos gordurosos.

Uma vez que os receptores CB1 e CB2 são encontrados nos neurônios intestinais, os canabinoides podem ser usados no tratamento de problemas gastrointestinais, para exemplo de náusea ou vômito, dor visceral (com cólica) e inflamação dos intestinos.

Canabinoides provaram ser eficazes no tratamento de náuseas e vômitos induzidos  por quimioterapia, especialmente quando não respondem ao tratamento farmacológico padrão.

A eficácia dos canabinoides, principalmente aqueles que contém THC, no tratamento de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia é quatro vezes maior do que o placebo.

Quando administrado em baixa doses, os canabinoides apresentam baixa toxicidade e raramente interagem com medicamentos anticâncer, portanto, eles podem ser usado para tratar náuseas e vômitos induzidos por citostáticos em pacientes com câncer.

Os efeitos psicoativos dos canabinoides aumentam o efeito antiemético e inibem náusea. Pacientes jovens com câncer frequentemente usam canabinoides, enfatizando sua eficácia e origem natural.

Comparado aos canabinoides, drogas antieméticas tradicionais inibem náuseas e vômitos, mas não aumentam o apetite.

Falta de apetite e perda de peso

Muitos pacientes com câncer e pacientes recebendo cuidados paliativos sofrem de inapetência, perda de peso e caquexia. A inapetência frequentemente leva à caquexia e perda de massa muscular (sarcopenia). A caquexia é causada pela resposta  inflamatória crônica do organismo à presença de câncer.

Canabinoides atuam nos receptores responsáveis por regular o apetite, que estão localizados no hipotálamo e cerebelo.  Os fitocanabinoides afetam a atividade de citocinas responsáveis pela sinalização e modulação da atividade do sistema imunológico (CBD).

O medicamento ideal deve inibir o processo de perda muscular. Dronabinol e THC aumentaram o apetite em pacientes com AIDS, mas o dronabinol foi menos eficaz em comparação com o acetato de megestrol. Além disso, a adição de dronabinol ao acetato de megestrol não resulta em aumento do apetite e do peso corporal.

Um estudo realizado em Israel entre pacientes com câncer recebendo cuidados paliativos que fumaram maconha mostrou que a perda de peso foi reduzida em 8 semanas e que o tratamento teve um impacto positivo sobre outros sintomas.

Em estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, pacientes com câncer tratados com THC relataram melhora da percepção quimiossensorial (gosto melhorado dos alimentos). O apetite antes das refeições e a porcentagem de proteína ingerida aumentou em comparação com os pacientes recebendo placebo.

Resultados de estudos clínicos não indicam claramente se é mais eficaz uma combinação de THC e CBD, ou apenas THC. O desejo de consumir alimentos ocorre aproximadamente 90 minutos (“larica”) após a inalação do vaporizado THC. O aumento do apetite foi o primeiro efeito de canabinoides confirmados pela Associação Americana de Comida e Drogas (FDA).

Dor crônica e neuropática

A dor crônica é uma das principais razões para o uso de canabinoides, especialmente em pacientes nos quais outros métodos de tratamento farmacológico falharam.

Os receptores CB1 e CB2 estão envolvidos no mecanismo de dor, embora seu papel seja diferente.

Alguns pacientes experimentam alívio e melhora significativos durante o uso de canabinoides, enquanto em outros não há efeitos, ou a dor aumenta paradoxalmente, semelhantemente à hiperalgesia pós-opioide. A falta de eficácia de opioides não significa que os canabinoides não são efetivos.

THC pode aumentar a secreção de endógenos opioides (dinorfinas). Canabinoides podem ser eficaz em vários tipos de dor – músculo-facial, óssea e dor nas articulações, fibromialgia,  dor visceral e neuropática (periférica e central), bem como enxaquecas.

Ação dos canabinoides

Os canabinoides podem auxiliar no controle da dor e tornar possível reduzir as doses de opioides, restaurar sua eficácia, atrasar o desenvolvimento de tolerância para analgesia, reduzir os sintomas relacionados à redução da dose, rotação ou retirada de opioides.

Os canabinoides reduzem a intensidade da dor por meio de sua atividade analgésica e anti-inflamatória direta, assim como seu impacto no processo de neurotransmissor e liberação endógena de opioides.

O sistema endocanabinoide modula a sinalização de dor no o sistema nervoso, e libera endocanabinoides em resposta a sensações e emoções desagradáveis, reduzindo a sensibilidade aos estímulos de dor.

A deficiência de endocanabinoide pode ser a causa da dor na fibromialgia e enxaquecas.

Os canabinoides exibem um efeito analgésico moderado em pacientes com dor neuropática, mais fraca do que a de antidepressivos tricíclicos (TCA), mas mais fortes do que os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI) e gabapentina.

A combinação de padronizado extrato de CBD e THC na forma de aerossol foi eficaz em pacientes com esclerose múltipla (EM), assim como nas neuropatias resistentes a outros analgésicos. Um randomizado ensaio controlado mostrou que fumar quantidades baixas de maconha (contendo 9% de THC em uma dose de até 2 mg, abaixo do limiar de psicoatividade, forneceu analgesia eficaz.

Os efeitos adversos previstos incluem sonolência, tontura, boca seca, náusea, euforia e fadiga.

Efeitos benéficos dos canabinoides em relação a dor, espasticidade, depressão, fadiga e incontinência urinária foram observados em pacientes com diagnóstico de EM. Em comparação com o placebo, a administração de canabinoides por inalação reduziu a intensidade da dor e espasticidade.

O resultado do tratamento, ou seja, intensidade reduzida de dor, principalmente de natureza espástica, e melhora na qualidade do sono, foram ligeiramente melhores do que no caso de medicamentos convencionais.

Os efeitos da Cannabis no tratamento da dor

  • CBD prolonga os efeitos do THC e atenua alguns de seus efeitos colaterais;
  • a vaporização fornece um rápido efeito, dependendo de dosagem precisa;
  • produtos ricos em THC e CBD podem causar coceira, inflamação e irritação da pele;
  • a potência analgésica de 10 mg de THC é igual a a potência de 60 mg de codeína;
  • em estudos experimentais em animais, o CBD impede dor neuropática induzida por quimioterapia;
  • canabinoides aumentam a atividade analgésica de alguns opioides.

Opioides x canabinoides

Durante a administração simultânea de canabinoides e opioides, existe a possibilidade de sinergismo no efeito analgésico (o uso de dois ou mais medicamentos fornece um efeito mais forte do que resultaria de um simples somatório do efeito analgésico de ambos os medicamentos), o que foi demonstrado para a combinação de morfina e oxicodona. O THC fornece até quatro vezes mais analgesia do que morfina e metadona.

Combinar canabinoides com opioides torna possível reduzir a dose de opioide, o que reduz os efeitos adversos. Às vezes é possível descontinuar o opioide.

Os canabinoides também podem apoiar eficazmente o tratamento da dependência de ópio. Observação de 91 pacientes viciados em opioides em terapia de substituição com metadona foi conduzida no âmbito de um estudo realizado nos Estados Unidos.

Pacientes que estavam usando canabinoides antes do início do tratamento também estavam usando menos opioides. Além disso, eles exibiram sintomas de abstinência menos graves. O uso de canabinoides durante a fase inicial do tratamento de substituição, quando os sintomas de abstinência eram mais graves, foi maior do que nas fases seguintes, com sintomas menos graves.

Ansiedade e depressão

O sistema endocanabinoide desempenha um papel importante na regulamentação de humor, estresse e transtornos mentais. Canabinoides são usados principalmente no tratamento de transtornos de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de estresse pós-traumático e transtornos obsessivo-compulsivos.

Todos os mencionados são distúrbios caracterizados por ponderar sobre preocupações, medos atormentadores, bem como acompanhando tensão muscular. Os transtornos de ansiedade podem ocorrer como parte de outros transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.

Canabinoides podem ser usados em terapia de suporte da ansiedade. Dependendo da atividade do sistema endocanabinoide em um determinado paciente, o tipo de Cannabis, proporções de fitocanabinoides, composição de terpenoides, composição química, a dose e a condição mental do paciente, os canabinoides podem aumentar ou reduzir a intensidade da ansiedade.

THC e CBD aliviam efetivamente os sintomas de ansiedade, mas não foi determinado se é mais eficaz para usar THC e CBD juntos ou separadamente.

O número significativo de receptores CB1 na amígdala, hipocampo e córtex indica que o sistema endocanabinoide regula o nível de ansiedade. Ele desempenha um papel importante na regulação do humor e transtornos de ansiedade e estudos experimentais conduzidos em animais indicam que baixas doses de agonistas do receptor CB1 reduzem a ansiedade de forma semelhante aos antidepressivos.

A depressão é frequentemente desenvolvida secundária a um diagnóstico de uma doença crônica grave. Canabinoides contendo THC pode reduzir a ansiedade e / ou depressão, no entanto, ainda é enfatizado que mais estudos clínicos sobre o uso de canabinoides no tratamento de transtornos mentais são necessários.

Conclusão

O sistema endocanabinoide desempenha um importante papel na homeostase corporal. Os receptores CB estão localizados em muitos órgãos, e eles são frequentemente representados por dois receptores (CB1 e CB2). Não houve correlação entre a concentração sanguínea e os resultados clínicos ou efeitos adversos dos canabinoides.

O efeito de prazer deve ser evitado durante o tratamento, razão pela qual uma avaliação de risco de abuso é necessária. No tratamento da dor neuropática, os canabinoides pode ser usado como um complemento para a terapia, mais raramente – como uma alternativa aos opioides.

Uma combinação de THC e CBD frequentemente fornecem os melhores efeitos, e CBD pode ser introduzido como o primeiro medicamento a aumentar o efeito anti-inflamatório.

Doses excessivamente altas causam sonolência, mas o risco de morte associado a insuficiência respiratória não aumenta devido à ausência de receptores CB na medula oblonga. Até agora, a dosagem ideal de canabinoides no tratamento dos sintomas não foi estabelecida. Portanto, são necessários estudos clínicos, incluindo que investiguem a eficácia da tolerância de canabinoides usados no tratamento dos sintomas.

Cannabis medicinal para o tratamento do Câncer

Cannabis Câncer

Tratamentos com Cannabis medicinal para o câncer se revelam uma esperança quando o organismo já não responde às terapias convencionais.

Na verdade, são cada vez mais frequentes os relatos de pessoas que conseguiram se recuperar da segunda doença que mais mata em todo o mundo, de acordo com dados da OMS.
Embora ainda sejam necessários mais estudos conclusivos, já se sabe o bastante para indicar a Cannabis medicinal com relativa segurança.

Mais utilizado nos cuidados paliativos contra a dor, náuseas e vômitos, há também pesquisas que já o apontam com potencial anticancerígeno.

Mas as boas notícias não param por aqui: há muito mais por descobrir a respeito dos canabinoides e dos demais compostos extraídos da Cannabis.

Então, avance na leitura e saiba mais!

Cannabis para Câncer: afinal, o que é o câncer?

O câncer é uma doença que se caracteriza pela multiplicação (neoplasia) de células de forma desordenada. Quando não provocam efeitos deletérios à saúde, podem ser consideradas benignas. Ou malignas, quando são fatais se não forem controladas a tempo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), existem mais de 100 tipos de neoplasias.

Elas podem começar em um órgão e migrar para outros pela corrente sanguínea, quando ocorre a metástase, condição em que é muito mais difícil controlar a doença.

Como o câncer age no organismo?

Todas as nossas células são dotadas de um mecanismo conhecido como apoptose ou “morte programada”.

Quando esse dispositivo falha, as células simplesmente deixam de morrer, passando a se multiplicar de forma desordenada e sem cumprir com suas funções normais.

Então, essa mutação acontece em nível molecular, quando o DNA de uma célula sofre alterações, levando-a a se reproduzir de maneira anômala.

Sendo assim, há uma “invasão” dessas células, que passam a competir com as saudáveis.

Como as células cancerígenas são vascularizadas, com o tempo, elas tendem a entrar na corrente sanguínea, espalhando o câncer para outras partes do corpo.

O que leva uma pessoa a ter câncer?

Vale destacar que, embora possa até ter alguma semelhança, o câncer não é uma doença autoimune.

Portanto, não é uma reação do organismo contra suas próprias células.

Por outro lado, as suas causas ainda não são totalmente conhecidas pela ciência, mesmo que existam fatores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolvimento.

Em algumas situações, as neoplasias celulares desordenadas surgem muito mais por predisposição genética do que por aspectos exógenos.

Já em outras, a doença aparece como uma resposta do órgão afetado a intoxicações dos mais variados tipos.

Fatores de risco para desenvolvimento do câncer

Cannabis Câncer

Neoplasias são causadas por modificações genéticas nas células, que têm suas estruturas e funções corrompidas.

Essas alterações podem ser induzidas por hábitos nocivos à saúde, embora nem sempre eles levem a pessoa a desenvolver câncer.

No entanto, se cultivados por períodos prolongados, esses hábitos passam a ser fatores que aumentam o risco de neoplasias, benignas ou não.

Veja quais aspectos são esses.

Má alimentação

A má alimentação é um dos fatores de risco mais comuns para desenvolver a doença.

Isso porque existem certos produtos que são verdadeiros vilões para a saúde, devendo ser evitados ou consumidos em doses mínimas.

Alguns exemplos comuns em nosso dia a dia são os alimentos refinados, como o sal de cozinha e o açúcar branco.

Os embutidos também são considerados inimigos da saúde, devida a quantidade de corantes e conservantes artificiais.

Nesse grupo, estão alimentos como presunto, salsicha, salame e outros processados.

Sedentarismo

De acordo com a American Cancer Society, é recomendado fazer 150 minutos de atividade física por semana. E, com isso, diminuir as chances de desenvolver câncer.

Aqui no Brasil, um estudo da USP traz evidências de que a atividade física diminui em 19% a probabilidade de ter câncer colorretal.

O sedentarismo pode ser a porta de entrada para a obesidade, outro fator de risco associado à doença.

Isso sem falar em males que surgem em virtude da falta de exercícios, como o aumento nos níveis de colesterol ruim e o desenvolvimento de condições cardiovasculares.

Consumo de álcool

Poucas substâncias apresentam tanto potencial cancerígeno quanto o álcool.

Estima-se que modalidades como câncer no fígado, boca, laringe, esôfago e mama estejam diretamente ligadas ao seu consumo.

O maior desafio é estabelecer limites diários de ingestão seguros para essa substância.

Há especialistas que recomendam restringir a apenas uma dose por dia para mulheres e duas para homens.

No entanto, cada caso é um caso e, na prática, é muito difícil dizer qual é o limite de um e de outro.

Sendo assim, para aqueles que têm histórico da doença na família, a ingestão de álcool pode se tornar um perigoso potencializador.

Tabagismo

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) qualifica o tabagismo como uma doença mental e comportamental.

De acordo com o Atlas Mundial do Tabaco, ele é a causa evitável número 1 de mortes precoces e de enfermidades em todo o mundo.

Não bastassem esses dados, o tabagismo é o mais perigoso dos fatores de risco para o câncer, segundo a OMS.

Ele também é associado a câncer de:

  • Colo do útero
  • Esôfago
  • Rim e ureter
  • Laringe e faringe
  • Boca
  • Estômago
  • Cólon e reto
  • Traqueia
  • Brônquios.

Obesidade

A obesidade se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo diagnosticada ao medir o Índice de Massa Corpórea (IMC).

Qualquer resultado acima de 30 kg/mjá leva ao diagnóstico dessa doença.

O que talvez poucos saibam é que a obesidade é, depois do tabagismo, a segunda principal causa de câncer em todo o mundo.

Ela está ligada ao desenvolvimento de câncer no intestino grosso, de mama, nos rins, no endométrio, entre outros.

Genética

A predisposição genética também está entre os fatores de risco para o câncer, independentemente do tipo.

Isso porque pessoas com pais ou avós que tiveram a doença possuem 50% de chances de herdar as mutações genéticas que levam a desenvolvê-la.

O câncer de mama e ovário, por exemplo, acredita-se, que sejam causados por alterações no gene BRCA1 ou BRCA2.

O câncer hereditário, como também é conhecido, pode ocorrer em qualquer idade, mas, em geral, surge em função do envelhecimento ou da exposição a outros fatores de risco.

Radiação

Embora o Brasil não tenha um histórico de uso de materiais radioativos, nem mesmo como matriz energética, é preciso sempre tomar cuidado.

Afinal, a radiação é, provavelmente, o fator de risco que mais rapidamente pode levar a desenvolver câncer.

Aqui, o perigo está na radiação ionizante que pode provocar mutações no DNA das células.

As fontes principais desse tipo de radiação são os aparelhos de raios-X e os compostos radioativos usados em usinas nucleares.

Outro ambiente considerado de risco são locais confinados, como minas de exploração em que se concentra um gás chamado radônio.

Se inalado, ele pode levar ao câncer de pulmão, sendo apontado como a sua segunda principal causa, depois do tabagismo.

Amianto

O amianto é outra substância que, por muitos anos, foi largamente empregada pela indústria como matéria-prima.

Embora ele tenha de fato propriedades que o tornam um excelente material para uso na construção civil, a verdade é que se trata de um elemento altamente tóxico.

Em alguns segmentos industriais, o amianto continua sendo utilizado, sendo por isso apontado como causa da incapacitação para o trabalho em virtude do seu potencial cancerígeno.

Cannabis e o Câncer: Estatísticas sobre a doença no Brasil e no mundo

Cannabis Câncer

Os números comprovam que o câncer é um dos maiores perigos para a saúde pública no mundo – e, no Brasil, a situação não é diferente.

Afinal, de acordo com as estimativas do INCA para o período de 2020/2022:

  • O Brasil deverá registrar 625 mil novos casos a cada ano desse triênio;
  • Os tipos mais frequentes na população serão o de mama e próstata, com 66 mil casos cada, seguido pelo de cólon e reto, com 41 mil, e de pulmão, com 30 mil ocorrências registradas;
  • Câncer na próstata responderá por 29,2% dos casos da doença entre homens;
  • Já entre as mulheres, o de mama deverá perfazer 29,7% dos casos.

No mundo, de acordo com a International Agency for Research on Cancer (IARC), ligada à OMS, os números dizem o seguinte:

  • O câncer de mama é o mais frequente, com 11,7% dos casos registrados em 2020, o que equivale a mais de 2 milhões de vítimas;
  • O continente asiático é o que mais diagnosticou doentes ao longo de 2020, com 48,7% dos casos e mais de 8 milhões de pessoas acometidas;
  • A idade média estimada para os casos de câncer de mama é de 48,7 anos, enquanto o de próstata é de 30,7 anos.

Tipos de câncer mais comuns no Brasil

Como vimos, no Brasil, o câncer de mama e de próstata são os mais recorrentes entre mulheres e homens, respectivamente.

Não por acaso, entidades de classe, órgãos da saúde pública, governos e ONGs investem pesado em campanhas educativas para alertar a população.

Nelas, os principais focos são ressaltar a necessidade do diagnóstico precoce, evitar fatores de risco e adotar um estilo de vida que reduza as chances de desenvolver a doença.

Veja, então, quais são os tipos de câncer mais comuns e como eles podem se manifestar.

Mama

Além de ser o tipo de câncer mais recorrente no Brasil e no mundo, o de mama também é um dos que têm mais subtipos.

São eles: mama luminal A e B, mama HER2 positivo e mama triplo negativo.

Ou seja, eles se diferenciam de acordo com as características das células cancerosas, cada qual com comportamentos e aspectos distintos.

Além disso, os sintomas variam, podendo surgir na forma de inchaço na mama ou em parte dela, nódulo rígido e único, vermelhidão, aumento nos linfonodos ou sangramento nos mamilos.

Próstata

Um dos maiores problemas do câncer de próstata é que, em estágio inicial, ele não apresenta sintomas.

Sendo assim, somente nas fases mais avançadas que o paciente começa a sentir dificuldade de urinar e dor, principalmente se houver metástase óssea.

Por isso, é fundamental realizar periodicamente o exame de toque retal, que pode detectar, inclusive, outras doenças na próstata.

Cólon e reto

Terceiro tipo de câncer mais recorrente no Brasil, sendo o segundo entre as mulheres, o de cólon e reto atingiu mais de 36 mil pessoas nos anos de 2018 e 2019 no país.

Essa modalidade da doença se desenvolve de forma lenta. Sendo assim, tem mais chances de ser diagnosticada precocemente.

Entre seus sintomas estão a presença de sangue nas fezes, constipação ou diarreia frequentes, gases, dores ao evacuar, afinamento das fezes e perda de peso.

Pulmão

Terceiro tipo de câncer mais recorrente no Brasil entre homens e mulheres, o de pulmão, como vimos, está diretamente associado ao tabagismo.

A exemplo de outras variantes da doença, nos estágios iniciais, ele é assintomático, passando a apresentar sinais somente quando já está mais avançado.

Alguns desses sintomas são tosse persistente, presença de sangue no muco, falta de ar, rouquidão, dores no peito, perda de peso, bronquite e sensação de cansaço.

Diagnóstico: como saber se uma pessoa tem câncer?

Cada tipo da doença pede uma abordagem distinta, visando a prescrição do tratamento adequado.

Entre as mulheres, os exames preventivos incluem a mamografia, para detecção do câncer de mama, e o papanicolau, para o de colo do útero.

Já entre os homens, a detecção do câncer de próstata é feita pelo exame para aferir os níveis de antígeno específico da próstata (PSA) no sangue.

Além disso, também são feitas radiografias, tomografias computadorizadas e ultrassonografias como exames complementares para os outros tipos da doença.

Cannabis para o Câncer: como funciona o tratamento?

Cannabis Câncer

Normalmente, os tratamento mais comuns para o câncer são: quimioterapia e radioterapia.

Neles, são utilizados diversos medicamentos para conter o avanço das células cancerosas.

Uma alternativa a esse recurso, que traz sérios efeitos colaterais, é a imunoterapia, na qual o sistema imunológico é estimulado para combater as neoplasias.

Existe, ainda, uma terceira opção: os canabinoides extraídos das plantas do gênero Cannabis.

Qual é o efeito da Cannabis para o câncer?

A Cannabis se destaca por suas propriedades terapêuticas, sendo indicado para o tratamento de diversas condições e doenças.

Entre seus efeitos, o CBD (canabidiol) atua como relaxante muscular, analgésico, anti-inflamatório, neuroprotetor e estabilizador de humor.

Especificamente no tratamento do câncer, os efeitos do CBD vão desde o alívio dos sintomas até propriedades antitumorais.

Para que serve a Cannabis no tratamento do câncer?

A gama de aplicações do canabidiol, embora ainda não chancelada por parte da comunidade médica, é bastante extensa.

Ele pode servir desde complemento alimentar até como medicamento para tratar doenças como Alzheimer, Parkinson e condições como autismo, epilepsia, depressão e ansiedade.

No caso do câncer, a Cannabis pode ser utilizado na prevenção e no tratamento, seja diretamente sobre a doença ou em seus sintomas.

Como usar a Cannabis para o câncer?

Embora existam diferentes formatos de uso da Cannabis, como em óleos, cápsulas, pomadas, vaporizadores, supositórios, bebidas e cosméticos, há limitações no Brasil.

Ou seja, por aqui, a Anvisa só autoriza o uso via oral, sublingual ou por inalação pelas vias respiratórias.

Cannabis Câncer: pesquisas e estudos sobre a eficácia

Ainda são necessárias mais pesquisas conclusivas para que a Cannabis no tratamento do câncer tenha sua eficácia totalmente comprovada.

Por outro lado, não se pode dizer que a ciência esteja longe de fazer essa comprovação, como mostram os estudos em que essa substância foi testada em animais e humanos.

Então, se você se interessa pelo tema, vale a leitura. Alguns deles são:

Conclusão

Ainda há muito para se conhecer a respeito da Cannabis para o tratamento do câncer.

No entanto, não podemos desprezar as conquistas mais recentes da ciência e da medicina.

Todas elas apontam para um futuro dos mais promissores em relação a Cannabis como recurso terapêutico no cuidado de uma das doenças mais desafiadoras para a medicina moderna.

De qualquer forma, você pode fazer a sua parte buscando informações confiáveis sobre produtos e posologias indicadas para o tratamento do câncer agendando uma visita com um dos nossos consultores, ou iniciando o Curso Introdução à Medicina Canabinoideexclusivo e gratuito para médicos.