Outubro Rosa: como o CBD pode ajudar no tratamento do câncer de mama

câncer de mama

Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

No Brasil, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) — que participa do movimento desde 2010 — promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce do câncer de mama.

O Câncer de Mama

O  câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas na mama. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele, e o primeiro em letalidade.

Apesar dos dados alarmantes, sua ocorrência é relativamente rara antes dos 35 anos e nem todo tumor é maligno – a maioria dos nódulos detectados na mama é benigna. Além disso, quando diagnosticado e tratado na fase inicial da doença, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%.

No entanto, na fase inicial da doença o tumor pode ser muito pequeno, podendo ter menos de um centímetro de tamanho, nesse caso, a doença só será detectada por um exame de imagem, como a mamografia. Por isso, é importante que a mulher vá ao ginecologista ao menos uma vez por ano e faça seus exames de rotina periodicamente

A conscientização do câncer de mama e o investimento em novas pesquisas sobre o tema ajudaram a criar diversos avanços no diagnóstico e tratamento da doença. Hoje, o câncer de mama não é mais uma sentença – a taxa de cura é cada vez mais alta e a paciente pode levar sua rotina com qualidade de vida e bem-estar.


Prevenção, sinais e sintomas

Ainda segundo o INCA, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física
  • Manter o peso corporal adequado
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Amamentar seu bebê

Amamentar o máximo de tempo possível é um fator de proteção contra o câncer.

Não fumar e evitar o tabagismo passivo são medidas que podem contribuir para a prevenção do câncer de mama.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos
  • Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Em caso de permanecerem as alterações,  elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama.

Como o CBD pode auxiliar no tratamento do câncer de mama

Pesquisas documentam a atividade anticâncer da Cannabis desde a década de 1990.

O cientista americano. Sean McAllister baseia todas as suas pesquisas nos benefícios da Cannabis no tratamento anti-cancerígeno e conseguiu grandes avanços.

O Dr. McAllister e colegas do California Pacific Medical Center Research Institute descobriram que o CBD (Canabidiol) é um inibidor muito potente do câncer de mama. Eles relataram descobertas sobre o efeito cumulativo do CBD e do THC no bloqueio da proliferação de células cancerosas do cérebro e sobre o mecanismo de ação do CBD no bloqueio da metástase do câncer de mama.

Em um estudo de 2012 o Dr. McAllister et al fizeram uma análise aprofundada de como o CBD mata as células do câncer de mama em um modelo animal. O CBD afeta uma proteína chamada ID-1, que parece ser o principal condutor das células cancerosas. ID-1 é, portanto, um excelente alvo para o tratamento do câncer.

Quando o câncer se espalha, ele pode comer o tecido (no processo conhecido como metástase). O CBD parece inibir o comportamento agressivo das células.

As células cancerosas são colocadas em um gel que contém pequenos orifícios. As células recebem uma dose de um medicamento e, após alguns dias, você pode contar o número de células que o atravessaram.

Isso simula o que um tumor faz enquanto atravessa tecidos humanos. Os pequenos triângulos pretos são as células. Você pode ver que apenas meia dúzia ou mais conseguiu passar pelo gel quando dosada com CBD (à direta). O controle à esquerda mostra que, na ausência de CBD, as células cancerosas mastigam facilmente o gel.

Além das pesquisas promissoras no combate a neoplasia maligna de câncer, sabe-se também que o derivado da Cannabis pode ser um excelente aliado contra os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer de mama.

Seu corpo tem um sistema endocanabinoide natural, “uma rede complexa de receptores nas células que regula as funções corporais diárias, como inflamação, humor e sono”, diz Marisa C. Weiss, MD, diretora médica e fundadora do Breastcancer.org e diretor de oncologia de radiação de mama no Lankenau Medical Center em Wynnewood, PA.

Estudos mostram que canabidiol age interagindo com este sistema, o que significa que pode ajudar a reduzir os efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama, como dor, ansiedade, insônia, náuseas e vômitos.

O CBD age interagindo com este sistema, o que significa que pode ajudar a reduzir os efeitos colaterais da mama tratamento do câncer, como dor, ansiedade, insônia, náuseas e vômitos.

As pesquisas precisam evoluir, mas já é possível notar o grande potencial que o canabidiol tem tanto como inibidor da proliferação cancerígena como na diminuição dos efeitos colaterais dos tratamentos padrão.

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Dia Mundial da Saúde Mental: tratamento de Ansiedade e Depressão com CBD

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o conceito de saúde plena como o estado completo de bem-estar de um indivíduo, que se perpetua nas esferas física, social e mental. 

Considerando a importância deste último item, em 1992, a Federação Mundial da Saúde Mental instituiu o dia 10 de outubro com o objetivo de alertar sobre o valor e a necessidade de discutir sobre o assunto. 

Nesta data, palestras e ações são incentivadas para conscientizar e levar a público reflexões acerca dos cuidados para prevenção e tratamento de transtornos mentais.

Em meio a isolamentos e distanciamentos sociais provocados pela ainda recente pandemia de COVID-19, a saúde mental tem sido cada vez mais levada em pauta. 

Segundo a OMS, os transtornos de natureza psíquica devem ser encarados com os mesmos esforços direcionados a outros tipos de doença, sendo de extrema relevância a atenção a sintomas de alerta que podem indicar alterações no estado psicológico e comprometer a saúde completa de um indivíduo. 

Vale lembrar que muitos transtornos na saúde física partem da somatização de desordens emocionais ou psiquiátricas. As chamadas doenças psicossomáticas podem ser crônicas e ter raízes na depressão e na ansiedade. 

Como o CBD pode auxiliar nos tratamentos para Ansiedade e Depressão

​​Depressão e transtornos de ansiedade são condições comuns de saúde mental que podem ter efeitos duradouros na saúde, na vida social, na capacidade de trabalhar e no bem-estar geral de uma pessoa.

O médico pode prescrever medicamentos para ajudar uma pessoa a tratar ou controlar a depressão, entretanto muitos desses têm efeitos colaterais severos, como alterações de humor, insônia e disfunção sexual.

O CBD tem se mostrado promissor em estudos iniciais como tratamento para depressão e ansiedade, e pode causar menos efeitos colaterais em algumas pessoas.

Um estudo de 2018 com ratos publicado na Neuroscience News mostrou que apenas uma única dose de CBD ajudou a reduzir os sintomas de depressão por até uma semana. 

Os pesquisadores acreditam que o CBD ajuda a reparar os circuitos neurais no córtex pré-frontal e no hipocampo, que são danificados como resultado da depressão.

Em humanos, a ansiedade e a depressão são condições relacionadas a sono insatisfatório, dor e má regulação do humor, porque o sistema endocanabinoide não está funcionando com o melhor de sua capacidade.

Estudos indicam que o CBD pode influenciar positivamente nesses processos.

Um exemplo disso é que mais de 90% dos pacientes deprimidos queixam-se de dificuldades para adormecer, perturbações do sono ou despertar de manhã cedo. 

O CBD pode melhorar seu humor ou sua capacidade de controlar a condição em geral. 

O CBD também pode ser usado para tratar parassonias, distúrbios do sono como ranger de mandíbula, sonambulismo ou pesadelos, e também reduz o tempo que leva para adormecer.

Mais estudos precisam ser realizados, porém o potencial do uso do CDB é promissor.

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Pesquisa indica ajuda de canabidiol contra esquizofrenia

canabidiol contra esquizofrenia

Neste artigo evidenciamos com estudos e pesquisas o uso do canabidiol contra esquizofrenia. Confira.

A esquizofrenia é uma doença crônica que pode progredir em diversas fases, embora a duração e os padrões dessas fases possam variar.

Pacientes com esquizofrenia tendem a apresentar sintomas psicóticos em média de 12 a 24 meses antes de procurarem atendimento médico, mas o transtorno agora é reconhecido mais cedo durante seu curso.

Os sintomas da esquizofrenia normalmente comprometem a capacidade de executar funções cognitivas e motoras complexas: assim, os sintomas muitas vezes interferem acentuadamente nos relacionamentos profissionais, sociais e na capacidade de cuidar de si mesmo. Desemprego, isolamento, deterioração dos relacionamentos e diminuição da qualidade de vida são desfechos comuns.

 

No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de portadores da doença. 

Subtipos e diagnóstico da esquizofrenia

Alguns especialistas classificam a esquizofrenia em subtipos com déficits e sem déficits, com base na presença e na gravidade dos sintomas negativos, tais como: afeto embotado, perda da motivação e redução do sentido de propósito.

Os pacientes do subtipo com déficit têm sintomas negativos proeminentes, os quais não são explicados por outros fatores (p. ex., depressão, ansiedade, ambiente sem estimulação, efeitos adversos de fármacos).

Aqueles com subtipos sem déficit podem ter delírios, alucinações e distúrbios do pensamento, mas são indivíduos relativamente sem sintomas negativos.

Os subtipos anteriormente reconhecidos da esquizofrenia (paranoide, desorganizado, catatônico, residual, indiferenciado) não provaram ser válidos ou confiáveis e não são mais usados.

Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, melhor o resultado.

Não existe nenhum teste definitivo para detecção de esquizofrenia. O diagnóstico se baseia na avaliação abrangente de história clínica, sinais e sintomas. Informações oriundas de fontes auxiliares, tais como família, amigos, professores e colegas de trabalho, são muitas vezes importantes.

De acordo com o DSM-5, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da American Psychiatric Association, o diagnóstico da esquizofrenia requer ambos do seguinte:

  • ≥ 2 sintomas característicos (delírios, alucinações, fala desorganizada, comportamento desorganizado, sintomas negativos) por um porção significativa de um período de 6 meses (os sintomas devem incluir pelo menos um dos 3 primeiros)
  • Sinais prodrômicos ou atenuados da enfermidade com prejuízos sociais, ocupacionais ou de cuidados pessoais devem ficar evidentes por período de 6 meses, incluindo 1 mês de sintomas ativos

CDB pode ajudar no controle da Esquizofrenia

canabidiol contra esquizofrenia

Um estudo de 2021 realizado por pesquisadores da USP e da Unicamp, concluiu que o CDB, um dos compostos mais abundantes na Cannabis, pode ajudar no tratamento da esquizofrenia. 

A descoberta, publicada também pela Revista Pesquisa da Fapesp, mostrou que apesar de mecanismo de ação distinto dos fármacos normalmente utilizados para o tratamento da doença, os efeitos são similares.

Em culturas de oligodendrócitos humanos, o canabidiol ativou mecanismos bioquímicos de proteção celular similares aos dos fármacos clozapina e haloperidol, medicamentos usados amplamente como antipsicóticos.

Ainda segundo a publicação, os compostos cancelaram os efeitos da administração da cuprizona, substância que danifica a bainha de mielina, o revestimento das extensões dos neurônios e, desse modo, prejudica a transmissão dos impulsos nervosos, uma das prováveis causas da esquizofrenia.

No experimento, os três compostos usados para evitar a chamada desmielinização ativaram a produção de 1.890 proteínas.

Desse total, 93 eram produzidas unicamente após a administração do canabidiol, 97 do haloperidol e 278 da clozapina.

Em relação ao canabidiol, 92 proteínas eram comuns com o haloperidol e 75 com a clozapina.

Coordenador do estudo, o biólogo Daniel Martins-de-Souza, também da Unicamp, revelou que os resultados foram animadores por duas razões.

A primeira é que indicam novas perspectivas de tratamento para um distúrbio mental que atinge cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, das quais por volta de 2 milhões no Brasil.

Segundo o cientista, se os estudos avançarem, talvez o canabidiol possa evitar os efeitos indesejáveis das drogas que agem no sistema nervoso central – a clozapina pode causar ganho de peso, o haloperidol tremores e, ambos, sonolência.

A segunda razão dá pistas sobre os próprios mecanismos que causam a esquizofrenia, doença ainda de difícil diagnóstico.

A razão é que o número de proteínas em comum entre os fármacos fortalece uma nova interpretação sobre a esquizofrenia ao valorizar os oligodendrócitos, que produzem as bainhas de mielina, sem as quais aparecem os sintomas característicos desse transtorno psiquiátrico, como os delírios e as alucinações.

Os oligodendrócitos são um dos três tipos das chamadas células da glia, que, com os neurônios, formam o cérebro e as outras partes do sistema nervoso central. Os outros dois são os astrócitos e as células da microglia, que também participam da comunicação celular.

“A esquizofrenia é uma doença resultante de disfunções dos três tipos de células da glia, não apenas dos neurônios”, afirma Martins-de-Souza. “Elas não são apenas células de suporte e preenchimento, como se pensou durante décadas.”

A ação do canabidiol está associada, há décadas, a dois receptores, o CB2 e o CB1, mas pode ir muito além. Em testes com camundongos, detalhados em junho de 2020 na Pharmacological Research, o grupo da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto mostrou que esse composto, ao ativar o receptor de serotonina 5-HT1A, pode ter um efeito antipsicótico e atenuar alterações de comportamento como o fármaco clozapina.

A possibilidade de ativar vários receptores explica a diversidade de efeitos do canabidiol em modelos animais – contra ansiedade, inflamação, diabetes, bactérias e tumores, entre outros. 

Em 2009, em um artigo publicado na Trends in Pharmacological Sciences, uma equipe da Universidade de Nápoles Federico II, na Itália, descreveu 22 mecanismos de ação desse composto.

São, portanto, mais estudos e evidências concretas de que os compostos da Cannabis podem ser aliados importantíssimos no tratamento de doenças mentais e alívio dos sintomas nos portadores, principalmente, de distúrbios mentais.

As pesquisas são animadoras e o trabalho incansável e fundamental dos cientistas envolvidos deverá abrir ainda mais caminhos nesse campo.

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