Alzheimer: o que é e como funciona o tratamento

Alzheimer

O tratamento do Alzheimer muito se favorece de um um diagnóstico precoce.

Afinal, por ser uma enfermidade neurodegenerativa incurável, quanto antes for detectada, maiores são as chances de retardar o processo e aumentar a qualidade de vida do paciente.

Trata-se de um mal que aflige não só a pessoa enferma como os familiares, que se veem obrigados a dedicar-se integralmente ao cuidado do ente incapacitado.

Mas existe uma esperança no tratamento e alívio dos sintomas do Alzheimer: a Cannabis medicinal.

Continue lendo e descubra como ela pode ajudar a tratar dessa doença.

O que é o Alzheimer?

Caracterizada como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, a doença de Alzheimer (CID 10 G30) causa perdas severas da capacidade cognitiva e da memória.

Com o tempo, ela passa a comprometer também funções motoras básicas, impedindo a pessoa doente de levar uma vida normal.

Embora suas causas exatas ainda não possam ser apontadas, sabe-se que o avanço do Alzheimer tem relação com a proliferação de uma proteína chamada beta-amilóide no cérebro.

A doença foi descoberta em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que investigou, após a morte, o cérebro de uma paciente, Auguste Deter, a primeira pessoa a ser diagnosticada com a condição.

Quais são as causas do Alzheimer?

Não são conhecidas as causas primárias do Alzheimer, no entanto, a medicina acredita que ela tem um forte componente genético.

De qualquer forma, existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolvê-lo, especialmente em pessoas acima de 65 anos.

Consumo de álcool, sedentarismo, tabagismo e falta de estímulos ao raciocínio e à cognição são os aspectos mais conhecidos.

Os 5 sintomas mais comuns do Alzheimer

Sintomas Alzheimer

Como destacado logo no início deste conteúdo, o tratamento do Alzheimer será mais eficaz quanto antes a doença for identificada.

Embora não tenha cura, a qualidade de vida do portador dessa condição pode ser prolongada quando ela é detectada a tempo e se a medicação for corretamente prescrita.

Por isso, é fundamental aprender a reconhecer os sintomas mais comuns em pessoas que sofrem de Alzheimer, uma doença silenciosa e que pode ser confundida inicialmente com sinais comuns do envelhecimento.

1. Falta de memória recente

Conforme envelhecemos, é normal que haja alguma perda de memória, especialmente a de curto prazo.

No entanto, esse também é o sintoma inicial do Alzheimer, que caracteriza-se por situações em que a pessoa se esquece de coisas que acabou de fazer ou de fatos recentes.

Esse déficit de memória também pode vir acompanhado de mudanças no humor.

Por isso, caso você perceba que um familiar acima de 40 anos tem se mostrado esquecido ou irritado demais, procure um médico para que os exames de detecção da doença sejam prescritos.

2. Perguntas que se repetem

Com a perda acelerada da memória, é comum que o indivíduo com Alzheimer se veja confuso e passe a fazer perguntas aparentemente sem sentido ou mesmo repetidas.

Nos estágios mais avançados, ele passa a esquecer até mesmo de pessoas próximas e se vê perdido em locais antes conhecidos.

3. Dificuldade em raciocinar

O Alzheimer é uma doença que afeta as sinapses, ou seja, o fluxo de informação que circula entre os neurônios no cérebro.

Por isso, o portador dela também apresenta, cedo ou tarde, dificuldades em elaborar raciocínios mais complexos.

Nos estágios mais avançados, ele se vê incapaz de formular ideias ou mesmo de responder a questões triviais do dia a dia.

Em virtude desse prejuízo neurológico, a dependência de outras pessoas para realizar tarefas simples aumenta com o tempo.

4. Incapacidade em solucionar problemas

Por causa dos prejuízos neurológicos, o indivíduo com Alzheimer se torna incapaz também de solucionar problemas muito simples.

Esse é mais um motivo que aumenta a necessidade de vigilância sobre o doente, que não pode sair desacompanhado ou realizar tarefas sem supervisão.

5. Comportamento agressivo e anormal

Junto a todos os distúrbios comportamentais que já vimos, há ainda a manifestação de uma agressividade incomum, até mesmo em situações corriqueiras em que tal atitude não faz sentido.

Essa agressividade, por sua vez, tem ligação com outros problemas associados à doença e que geram irritabilidade.

Privação de sono, cansaço e efeitos adversos da medicação são algumas das possíveis causas.

Assim sendo, é preciso muito cuidado e paciência por parte dos familiares que se dedicam a assistir o portador dessa enfermidade.

As 4 fases do Alzheimer

Por ser uma doença neurodegenerativa e que só avança com o tempo, o Alzheimer se manifesta por etapas.

A medicina já identificou quatro fases distintas para o processo evolutivo desse tipo de demência.

A cada avanço, a pessoa doente sofre perdas irreversíveis. Por isso, vale reforçar, mais uma vez, a importância do diagnóstico precoce.

Considere que os sintomas descritos a seguir não são necessariamente ligados a um estágio específico, podendo se apresentar antes ou depois.

Conheça, então, a forma mais comum de como o Alzheimer evolui.

Estágio 1

Também conhecido como estágio de pré-demência, nesta fase inicial, os sintomas de Alzheimer aparecem de maneira ainda sutil.

Normalmente, o indício mais comum é a perda da memória de curto prazo, o que faz com que a pessoa não dê importância ao problema ou o relacione ao envelhecimento.

Contudo, é extremamente relevante detectar o Alzheimer logo nessa fase, que é quando é possível minimizar os danos ao cérebro.

Para isso, existem testes neuropsicológicos capazes de detectar a enfermidade com grande antecedência, auxiliando no seu controle.

Estágio 2

A partir do estágio 1, se nada for feito, o Alzheimer começa a se instalar.

É então que os sintomas se agravam e o paciente passa a ter dificuldade para se expressar, além de apresentar desorientação temporal e espacial, bem como complicações para tomar decisões.

Também é nessa etapa que o doente já começa a ter problemas para realizar tarefas simples, como trocar de roupa, por exemplo.

É comum, ainda, que ele passe a descuidar da própria higiene, além de apresentar confusão mental, como ao não saber se lembra algo ou ao relatar ter lembranças que não existem.

Estágio 3

No estágio 3, o Alzheimer já avançou a ponto de comprometer as funções musculoesqueléticas.

Por isso, o paciente apresenta fraqueza e falta de tônus muscular.

Nessa fase, o enfermo passa a ter incontinência, tanto fecal quanto urinária, o que o leva a depender totalmente de outras pessoas para realizá-las adequadamente.

Outro sintoma dessa etapa é a incomunicabilidade.

O paciente se torna apático, deixa de falar e fica cada vez mais isolado em um cômodo da casa.

Estágio 4

Quando chega ao quarto estágio, o terminal, em geral, o doente já não consegue mais se lembrar nem mesmo de acontecimentos do passado.

Ele passa a ser vítima de infecções cada vez mais frequentes e não consegue mais se alimentar por sentir dor ao engolir alimentos.

Além disso, o enfermo nesse estágio prefere permanecer deitado em posição fetal, ficando ainda impossibilitado de se locomover sem auxílio de cadeira de rodas.

Qual é o tempo de vida de uma pessoa com Alzheimer?

Se o diagnóstico for feito precocemente e a medicação correta for administrada, estima-se que uma pessoa com Alzheimer possa viver com qualidade por, pelo menos, 20 anos.

No entanto, nos casos em que a doença é detectada tardiamente, essa expectativa de vida pode ficar entre quatro e oito anos.

Vale sempre lembrar que essas são estimativas e que o tempo de vida médio varia de um paciente para o outro.

Qual é o tratamento para a doença de Alzheimer?

Remédios Alzheimer

A doença de Alzheimer requer não apenas tratamento farmacológico, como toda uma abordagem sócio-comportamental.

Isso porque o doente precisa de uma rede de cuidados e proteção, tendo em vista principalmente as fases mais avançadas da enfermidade.

Veja, na sequência, quais tipos de tratamentos são aplicados considerando os quatro estágios da doença.

Psicoterapia

Uma das formas de se reduzir o estresse provocado pela perda de conexão com a realidade do portador do Alzheimer é a abordagem com base na psicoterapia.

Uma das possibilidades nesse sentido, é a chamada terapia de estimulação, na qual as pessoas que convivem ou cuidam do enfermo passam a “entrar” na sua realidade.

Desse modo, os conflitos podem ser minimizados, ao mesmo tempo em que o portador da doença se sente mais seguro e confortável.

Fármacos convencionais

No entanto, a maior parte do tratamento para Alzheimer é baseado na administração de medicamentos tradicionais específicos para essa doença.

Entre esses fármacos, um dos mais prescritos é a Memantina, que atua diretamente no neurotransmissor glutamato.

Outro remédio comumente indicado é o Haldol, um antipsicótico usado para controlar a agressividade e a agitação.

Há, ainda, medicamentos usados como inibidores de colinesterase, cuja função é diminuir a taxa de destruição da acetilcolina, substância responsável por facilitar a comunicação entre as células nervosas.

Tratamento com óleo de CBD

Embora o tratamento com remédios convencionais possa ser bem-sucedido, em boa parte dos casos, eles trazem consigo uma série de efeitos colaterais.

Nesse sentido, os fármacos à base de canabidiol (CBD) vêm mostrando uma gama de benefícios, se comparados com os medicamentos comuns.

Estudos como Evidência in vivo para propriedades terapêuticas do canabidiol (CBD) para a doença de Alzheimer, publicado na revista NCBI, trazem importantes conclusões sobre a eficácia do CBD no tratamento de doença.

Em uma outra linha, a pesquisa Canabinoides para o tratamento da agitação e agressão na doença de Alzheimer, também publicada na revista da NCBI, foca nas propriedades dos canabinoides para minimizar os distúrbios comportamentais.

Sendo assim, já existem evidências científicas de que o CBD é uma alternativa a ser seriamente considerada para tratar do Alzheimer desde já.

Quais são os benefícios da Cannabis no tratamento do Alzheimer?

Benefícios Cannabis Alzheimer

O uso medicinal do canabidiol ainda é visto com ceticismo por uma parcela da comunidade médica brasileira.

Parte disso é por causa da associação que se faz com os efeitos psicoativos do THC, outro canabinoide encontrado nas plantas da espécie Cannabis.

No entanto, o seu “irmão” CBD não apresenta esse tipo de reação, muito pelo contrário.

Pesquisas e casos reais de recuperação incríveis só confirmam as propriedades terapêuticas dos fármacos produzidos com extrato de canabidiol.

Um deles é o do seu Ivo Suzin que, aos 51 anos, foi diagnosticado com Alzheimer.

Durante muito tempo, a família sofreu com a sua agressividade e o seu comportamento arredio.

Foi então que eles começaram uma jornada para conseguir cultivar Cannabis em casa, a fim de extrair o óleo que mudaria o rumo do tratamento.

Conheça essa emocionante história de sucesso do uso do canabidiol medicinal, que, inclusive, deve ser transformada em documentário.

O que a ciência sabe sobre a Cannabis no tratamento do Alzheimer?

Com o progressivo aumento da expectativa de vida no Brasil, cresceu também a ocorrência de doenças típicas da velhice. A Doença de Alzheimer, responsável por cerca de 80% dos casos de demência.

A ciência ainda tenta desvendar os caminhos que leva o cérebro ao Alzheimer. Pesquisas recentes, porém, demonstraram que, em pessoas doentes, uma proteína chamada beta-amilóide, responsável pela formação do citoesqueleto dos neurônios e presente em quantidades baixíssimas em cérebros saudáveis, adere à membrana das células do cérebro que contém colesterol, e formam espécies de placas neurais.

Essas placas então interagem com outras substâncias presentes no cérebro, desencadeando processos inflamatórios e de oxidação dos neurônios. E assim, sua morte. O tratamento convencional atua principalmente no alívio dos sintomas. Isso não impede a progressão da doença e oferece benefícios limitados na função cognitiva.

O Donepezil, vendido no Brasil como Eranz, é um dos mais comuns. Apesar de possuir função neuroprotetora, ele apresenta eficácia em apenas 20% dos pacientes. Porém, possui efeitos adversos, como náusea, diarreia, vômito, perda de peso, insônia e infecção no trato urinário.

Esse remédio geralmente vem acompanhado com um coquetel que incluem antipsicóticos, antidepressivos e anticonvulsivantes. Juntos, ampliam ainda mais as reações adversas. é neste vácuo de tratamento adequado que os componentes da Cannabis ganham espaço.

Canabidiol e THC

As propriedades do canabidiol tem amparado a ciência com resultados que demonstram o amplo espectro de ação da substância em diferentes sistemas, além de seu efeito protetor em doenças neurodegenerativas, tais como o Alzheimer e o Parkinson. Pesquisas indicaram sua eficácia como agente neuroprotetor, anti-inflamatório e antioxidante.

Em laboratório, a substância também apresentou capacidade de neurogênese, ou seja, de formar novos neurônios no hipocampo (onde acredita-se que são armazenadas as memórias) do cérebro de ratos.

Em uma pesquisa realizada com humanos, pesquisadores deram 1,5 gramas de THC, duas vezes ao dia, por quatro dias seguidos, para pacientes com Alzheimer. Um grupo de controle recebeu apenas placebo.

Quem recebeu tratamento com THC apresentou crescente melhora na mobilidade, além de não apresentar efeitos adversos. Uma revisão de estudos publicado em 2019 na Revista Brasileira de Neurologia também demonstrou que o uso de THC e CBD pode proporcionar aumento na diferenciação celular, na expressão de proteínas axonais e sinápticas, além de apresentar efeito neurorestaurador.

Em animais, houve relato de restituição de déficits social e do reconhecimento de objetos e modificação na composição das placas beta-amiloides. Já em humanos, observou melhora no bem-estar emocional, mobilidade, sintomas psicóticos e no sono, sem haver relato de mais efeitos adversos no uso dessas substâncias, comparado ao placebo.

outra revisão, feita por pesquisadores sul-coreanos, demonstra que a combinação entre CBD e THC é mais eficaz do que a administração do CBD ou do THC sozinhos.

Prevenção do Alzheimer: 5 hábitos para aderir

Prevenção do Alzheimer

Por mais que saibamos da relação do Alzheimer com a proliferação anormal de proteínas no cérebro, suas causas ainda não são exatamente conhecidas, como mencionado.

De qualquer forma, existem alguns fatores de risco associados à doença que, em geral, se manifesta após os 65 anos.

Veja, então, cinco  hábitos que podem ajudar a evitar o Alzheimer.

1. Faça exercícios

Há pesquisas que relacionam a prática regular de exercícios físicos a um risco menor de desenvolver Alzheimer na melhor idade.

Um deles, publicado no na revista Nature’s Medicine, comprovou a ligação entre atividade física e a melhora na capacidade de memorização.

2. Estimule a mente

Acredita-se que as chances de desenvolver Alzheimer seja maior entre as pessoas com poucos anos de estudo ou que não têm o hábito de estimular a mente.

leitura, segundo o pesquisador André Matta, da UFF, é um dos hábitos de estimulação mental que podem ajudar a evitar a doença.

De acordo com Matta, “uma vida mentalmente ativa adia a chegada da doença”, por isso, o hábito de ler é uma das melhores formas de prevenção.

3. Não consuma bebidas alcoólicas

Já é também conhecida a conexão entre o consumo de álcool como fator de risco para desenvolver Alzheimer.

Uma das provas dessa relação está no estudo Alcohol consumption and risk of dementia, publicado na revista The Lancet Public Health.

Portanto, quem não quiser aumentar as chances de ter Alzheimer no futuro deve evitar bebidas alcoólicas.

4. Não fume (ativa ou passivamente)

Assim como o álcool, outra substância tóxica também apontada como fator de risco para a doença é o tabaco.

É o que ficou comprovado pelo estudo Effect of smoking cessation on the risk of dementia: a longitudinal study, em que um grupo de pesquisadores sul-coreanos estabeleceu conexão entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de demência.

5. Adote uma alimentação saudável

As pesquisas também comprovam que o Alzheimer tem relação com uma alimentação desregrada.

Em Portugal, um dos países europeus com mais casos registrados para essa doença, o estudo Nutrição e Doença de Alzheimer aponta para os tipos de alimentos ideais para prevenir e retardar o avanço da enfermidade.

Conclusão

A doença de Alzheimer não tem cura, mas, como vimos neste conteúdo, é perfeitamente controlável.

Em casos mais avançados, como o do seu Ivo, a medicação certa torna possível até mesmo resgatar o bem-estar e reintegrar o enfermo à vida em família.

Nesse aspecto, a Cannabis vem se mostrando um poderoso aliado para as pessoas que precisam lidar com a doença.

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Setembro Amarelo: como a Cannabis medicinal pode ajudar na prevenção ao suicídio

suicídio

O suicídio é uma das principais causas de óbito. Segundo a OMS, em 2019, 700 mil pessoas morreram por esse motivo, 1 em cada 100, número superior ao de óbitos por ​​HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios.

A OMS se esforça para reduzir esses números em pelo menos um terço até 2030. No cenário atual, apenas 38 países têm uma estratégia nacional de prevenção para esta área.

A Organização reitera que é necessária uma aceleração significativa para cumprir a meta presente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Pela importância do tema desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®.

O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

Segundo a campanha, são mais de 13 mil suicídios no Brasil todos os anos. Abaixo veremos as principais patologias que levam a essa medida extrema.

Principais patologias que levam as pessoas ao suicídio

De acordo com o Manual MSD comportamentos suicidas geralmente resultam da interação de diversos fatores.

Porém, o principal deles é a Depressão. O Manual Para Profissionais de Saúde é categórico: “A quantidade de tempo gasto em um episódio de depressão é o preditor mais forte de suicídio. Além disso, suicídios parecem ser mais comuns quando ansiedade grave é parte de depressão maior ou depressão bipolar. O risco de pensamentos e tentativas suicidas pode aumentar em faixas etárias mais jovens depois que se inicia terapia com antidepressivos”.

Depressão

Na definição do DSM-V, manual elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais, a depressão provoca disfunções cognitivas, psicomotoras e de outros tipos (p. ex., dificuldade de concentração, fadiga, perda do desejo sexual, perda de interesse ou prazer em praticamente todas as atividades que anteriormente eram apreciadas, distúrbios do sono), bem como humor depressivo.

Pessoas com transtorno depressivo frequentemente têm pensamentos suicidas e podem tentar o suicídio. Outros sintomas ou transtornos mentais (p. ex., ansiedade e ataques de pânico) comumente coexistem, algumas vezes complicando diagnóstico e tratamento.

A depressão pode reduzir as respostas imunitárias protetoras. A depressão eleva o risco de doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, talvez porque na depressão citocinas e fatores que aumentam a coagulação sanguínea estão elevados e a variabilidade da frequência cardíaca está reduzida — todos fatores de risco de doenças cardiovasculares.

Ansiedade

De acordo com o médico John W. Barnhill, psiquiatra e professor no Weill Cornell Medical College e que atua no New York Presbyterian Hospital, a ansiedade é um estado emocional perturbador e desconfortável de nervosismo e preocupação; suas causas são menos claras.

Ela está menos ligada com o momento exato da ameaça; ela pode ser antecipatória, antes da ameaça, persistir depois que a ameaça cessou, ou ocorrer sem ameaça identificável. A ansiedade é muitas vezes acompanhada por alterações físicas e comportamentos similares àqueles causados pelo medo.

Algum grau de ansiedade é adaptativo; pode ajudar as pessoas a preparar, praticar e executar algo, de maneira que seu funcionamento seja melhorado, e ajudá-las a ser apropriadamente cautelosas em situações potencialmente perigosas. Entretanto, além de certo limite, a ansiedade causa disfunção e perturbação inadequada. Nesse ponto, ela é desadaptativa, sendo considerada um transtorno.

A ansiedade ocorre em uma grande variedade de transtornos mentais e físicos, mas é o sintoma predominante em alguns deles. Transtornos de ansiedade são mais comuns que qualquer outra classe de transtornos psiquiátricos. Todavia, muitas vezes, não são reconhecidos e, por conseguinte, não são tratados. Deixada sem tratamento, a ansiedade crônica e desadaptativa pode contribuir para alguns distúrbios médicos gerais ou interferir no tratamento deles.

Estresse

Já na definição do Guia de Doenças e Sintomas do Hospital Israelita Albert Einstein ressalta que o termo é amplamente usado, mas sua definição exata é pouco conhecida.

“As pessoas usam essa palavra para dizer que o dia foi corrido, com um monte de coisas para fazer, mas isso não necessariamente gera sinais de estresse, um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias de hoje”, diz Selma Bordin, psicóloga do Einstein.

Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo. “O batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outras coisas”, explica a dra. Selma.

Atualmente, vivendo em cidades e enfrentando problemas bem diversos dos da selva – como pressões para atingir metas –, o corpo continua preparando-nos para lutar ou fugir quando nos sentimos ameaçados. Mas, em geral, não partimos para a briga física, nem saímos em disparada. E toda a adrenalina, por exemplo, liberada em nosso sangue, fica sem função.

O estresse pode desencadear crises de depressão e ansiedade e, portanto, também é um fator de risco para o suicídio.

Como a Cannabis Medicinal pode auxiliar na prevenção ao Suicídio

Em um estudo de 2010, intitulado Uso terapêutico dos canabinoides em psiquiatria” e publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, resultados indicaram que o canabidiol demonstrou “potencial terapêutico como antipsicótico, ansiolítico, antidepressivo e em diversas outras condições”.

Segundo a publicação, o sistema canabinoide demonstra um potencial promissor para novas intervenções terapêuticas em psiquiatria.

O método da pesquisa partiu de uma busca e revisão profunda da literatura sobre o uso terapêutico dos canabinoides. Principalmente o CBD e o THC.

Já o pesquisador da USP Eduardo Junji Fusse, em estudo publicado em 2019, afirma que o “sistema endocanabinóide tem se demonstrado como candidato para a terapêutica de transtorno de ansiedade e depressão, visto que estudos em modelos animais e pacientes humanos demonstram que a modulação desse sistema tem efeito antidepressivo e ansiolítico”.

Em outro estudo, um teste clínico da Universidade de São Paulo (USP) mostrou resultados relevantes do uso do canabidiol para tratar a síndrome de “burnout”, condição causada pelo esgotamento físico e mental. O objeto do estudo foi um grupo de médicos e profissionais de saúde na linha de frente da resposta à Covid-19.

Como resultado, a substância reduziu sintomas de fadiga emocional em 25% dos voluntários, depressão em 50% e ansiedade em 60% entre profissionais do Hospital Universitário da USP de Ribeirão Preto.

Descoberto pelo professor Dr. radicado em Israel Raphael Mechoulam em 1964, o sistema endocanabinóide levou ao aumento das pesquisas e uso do canabidiol (CDB) como uma substância de elevado valor terapêutico.

Segundo os estudos da equipe do professor, em linhas gerais, o canabidiol (CDB) age no tratamento de um amplo espectro de doenças graças à sua capacidade de  interação com dois receptores do nosso sistema nervoso chamados CB1 e CB2, responsáveis pelo funcionamento do sistema endocanabinoide, presente em todos os seres humanos e na maioria dos animais.

O professor Dr. descobriu que o papel fundamental desse sistema acontece na regulação da homeostase. Os endocanabinoides e os canabinoides exógenos, como o CBD, atuam com função reguladora, ora suprimindo, ora estimulando reações.

No caso da ansiedade, ele age intervindo na bioquímica envolvida nos padrões de comportamento desse transtorno, aliviando os seus sintomas ou neutralizando-os completamente.

Conclusão

Uma série de estudos mostram o grande potencial que o CBD possui para inibir ou tratar as principais causas que levam a transtornos depressivos, de ansiedade e estresse, podendo, dessa forma, evitar muitos casos de suicídio e salvar milhões de vidas.

Entretanto, a legislação e o estigma social ainda afetam negativamente o número de pesquisas medicinais usando os compostos da Cannabis. Aos poucos, essas barreiras vêm diminuindo, mas há muito trabalho pela frente.

Os resultados até agora, porém, são animadores.

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Referências:

Tratamento da epilepsia com Cannabis medicinal: como funciona, vantagens e benefícios.

Epilepsia Cannabis

O tratamento de epilepsia com Cannabis vem assumindo protagonismo no enfrentamento de casos da doença – o que não acontece por acaso.

De acordo com o Critical Review Report, da Organização Mundial de Saúde (OMS), essa poderosa substância tem efeitos benéficos para quem sofre do distúrbio que afeta o sistema nervoso e as sinapses no cérebro.

O reconhecimento se deve aos numerosos estudos que apontam para a eficácia dos canabinoides, que atuam como anticonvulsivantes e neuroprotetores.

Mas há muito mais a ser desvendado e, por isso, você está convidado a prosseguir na leitura deste artigo e conhecer mais sobre os tratamentos à base de canabidiol.

Tratamento da epilepsia com Cannabis: afinal, o que é epilepsia?

A epilepsia (CID-10 G40) é uma doença que afeta o sistema nervoso central (SNC) e o cérebro.

Entre os seus sintomas mais pronunciados, estão as crises convulsivas, que podem ser clônicas ou tônico-clônicas e que, em alguns casos, causam perda de consciência.

No Brasil, estima-se que de 1% a 2% da população sofra de epilepsia, doença que pode atingir pessoas de todas as idades. Trata-se de uma das enfermidades do SNC mais prevalentes.

O CFM – Conselho Federal de Medicina, desde o ano de 2014 regulamenta o uso compassivo do canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsias refratárias aos tratamentos convencionais.

O uso compassivo do canabidiol (CBD), um dos 80 derivados canabinoides da Cannabis sativa, foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para crianças e adolescentes portadores de epilepsias refratárias aos tratamentos convencionais. A decisão faz parte da Resolução CFM no 2.113/2014, publicação no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com um estudo de alcance mundial sobre epilepsia, em 2015, cerca de 39 milhões de indivíduos em todo o mundo sofriam de alguma das suas modalidades.

E, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a epilepsia é a doença neurológica de maior prevalência no mundo.

Em 2019, a OMS ainda estimou que cerca de 50 milhões de pessoas sejam afetadas por esse distúrbio, que atinge crianças, adultos e idosos.

Ou seja, os casos de epilepsia acabam crescendo em taxas altas. Por isso, a importância de falarmos mais sobre a patologia.

Quais são as causas da epilepsia?

Entre as possíveis causas externas para desenvolvimento da epilepsia, destacam-se:

  • Abuso de álcool e drogas
  • Neurocisticercose
  • Infecções (como a meningite)
  • Problemas no parto.

De qualquer modo, nem sempre as causas primárias da doença podem ser prontamente identificadas.

Isso porque a epilepsia também pode ser genética ou estar ligada a fatores emocionais e até ao estresse.

Em outros casos, a medicina simplesmente não consegue identificar sua origem.

Dessa forma, o tratamento deve se limitar aos sintomas mais recorrentes, em virtude da impossibilidade de se atacar a causa primária.

Quais são os fatores de risco para crises epiléticas?

Como toda doença neurológica, a epilepsia apresenta certos fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa vir a desenvolvê-la.

Quem sofreu pancadas fortes na cabeça ou traumatismo craniano, nesse aspecto, tem mais chances de se tornar um epiléptico.

Ainda estão no grupo de risco para a doença indivíduos com histórico familiar e pessoas que tenham nascido com malformações congênitas no cérebro.

Portadores de arritmias cardíacas também devem ficar atentos, já que a possibilidade de eles desenvolverem o distúrbio é maior do que a média.

Quais são os principais sintomas de epilepsia?

Epilepsia Cannabis

Os sintomas da epilepsia são decorrentes de uma atividade elétrica anormal do cérebro, que passa a funcionar em uma frequência muito mais alta do que o normal.

Com isso, uma série de reações físicas e psíquicas são desencadeadas, algumas delas potencialmente perigosas, porque podem levar o paciente a sofrer lesões.

Uma crise epiléptica é um evento bastante delicado e que demanda cuidados específicos.

Entre eles, é importante controlar a sua duração, já que geralmente um ataque não se estende por mais de cinco minutos.

Se isso acontecer, o socorro médico deve ser acionado.

Para impedir traumas na cabeça (que pode sofrer pancadas em uma convulsão), recomenda-se manter a pessoa deitada com uma toalha ou algo que possa amortecer os impactos logo embaixo.

Veja, a seguir, quais são os sintomas mais recorrentes da epilepsia e como eles se manifestam.

Espasmos e contrações musculares

Também conhecidos como mioclonias, os espasmos e as contrações musculares em epilépticos podem afetar um músculo apenas ou um grupo muscular inteiro.

Existe toda uma gradação desse tipo de crise, que pode se manifestar tanto em microtremores insignificantes quanto por longas e perigosas contrações.

Vale prestar atenção também à frequência.

Se os espasmos são recorrentes e de amplitude moderada à alta, é recomendado procurar ajuda médica para o diagnóstico e posterior tratamento.

Movimentos involuntários

Junto aos espasmos, podem acontecer também movimentos involuntários de membros, músculos da face, pálpebras ou da cabeça.

A recomendação válida para os espasmos se aplica igualmente para esse sintoma.

Se eles se apresentam periodicamente e de maneira mais aguda, é sinal de que a pessoa pode sofrer de algum tipo de epilepsia.

Lapsos de atenção

Nem sempre a epilepsia se manifesta por crises tônicas, ou seja, com espasmos musculares ou convulsões violentas.

Na verdade, em alguns casos, ela se apresenta de forma oposta, isto é, a pessoa parece se “desligar” do mundo ou ter dificuldades para prestar atenção ou se concentrar em uma tarefa.

É preciso ter muito cuidado com esse sintoma, presente em modalidades como epilepsia do lobo frontal, que pode levar a perdas nas funções cognitivas.

Entorpecimento

Uma vez que as sinapses no cérebro são afetadas, pode ser que uma crise epiléptica seja acompanhada de entorpecimento.

O paciente age como se estivesse dopado e, em alguns casos, pode apresentar perda de memória recente.

Perda de consciência

Por sua vez, os desmaios ocorridos durante um ataque epiléptico podem sinalizar para uma forma de epilepsia mais grave.

Se eles acontecem com frequência, o paciente deve ser levado o mais rápido possível para uma unidade de saúde a fim de realizar exames para um eventual diagnóstico.

Quais são os tipos de crises epiléticas?

Agora, vamos conhecer detalhes sobre os diferentes tipos de crises epiléticas e suas consequências.

Crise generalizada

As crises generalizadas se caracterizam por afetar todo o cérebro.

Segundo as autoras do livro Crises Epiléticas (Leitura Médica Ltda., 2014), Silvia Kochen e Elza Márcia Targas Yacubian, esse tipo de crise pode “incluir estruturas corticais e subcorticais, mas não necessariamente todo o córtex […] e podem ser assimétricas”.

Como comprometem áreas maiores do cérebro, a modalidade generalizada acaba por apresentar um conjunto de variações mais amplo, com destaque para as crises:

  • Clônicas
  • Mioclônicas
  • De ausência
  • Atônicas
  • Tônicas
  • Tônico-clônicas.

Crise focal ou parcial

Nos casos em que uma parte de um hemisfério cerebral é atingida, fica configurada a epilepsia parcial que, normalmente, se manifesta em crianças.

Essa modalidade da doença pode ser classificada conforme a região do cérebro comprometida:

  • Lobo frontal: causada por malformações do cérebro, displasias ou lesões perinatais
  • Lobo temporal: suas causas mais frequentes são tumores embrionários, displasias ou esclerose hipocampal, caracterizando-se por crises de ausência
  • Lobo parietal: de ocorrência rara na infância, apresenta manifestações que podem ser confundidas com outros tipos de epilepsia parcial
  • Crises centrais: também chamada de epilepsia rolândica, é a forma mais comum da doença na infância, correspondendo a ¼ de todas elas. Seus acessos afetam, basicamente, os músculos da face e da garganta
  • Lobo occipital: caracteriza-se por problemas visuais como alucinações, desvios oculares e até cegueira.

Outra maneira de se classificar as crises parciais é como complexa, em que o paciente sofre desmaios, ou simples, quando ele não tem perda de consciência.

Como é feito o diagnóstico da epilepsia?

Em crianças e adolescentes, o diagnóstico de epilepsia pode ser feito caso tenha ocorrido mais de uma convulsão em um curto período de tempo.

Nesse cenário, os pais devem comparecer ao médico e relatar como foram as crises, contando o que aconteceu antes, durante e depois.

Se possível, vale gravar a ocorrência em vídeo para que o especialista possa identificar com ainda mais precisão o tipo de epilepsia em questão.

Também podem ser prescritos os seguintes exames:

  • Imagem de ressonância magnética
  • Tomografia axial computorizada
  • Electroencefalograma
  • Análise de sangue.

Quais são os tratamentos tradicionais para crises epiléticas?

Normalmente, os tratamentos contra a epilepsia se baseiam na prescrição de medicamentos como anticonvulsivantes.

Também podem ser indicadas terapias como a dieta cetogênica, estimulação do nervo vago (VNS) ou estimulação cerebral profunda (DBS).

Só em casos mais extremos é recomendada a cirurgia, como acontece quando é diagnosticada a epilepsia focal, que atinge apenas uma parte do cérebro.

Tratamento da epilepsia com Cannabis: como funciona?

Epilepsia Cannabis

Um dos principais desafios para médicos e pacientes é quando se manifesta a chamada epilepsia refratária.

Nesse caso, ele não responde às soluções convencionais, o que exige uma abordagem alternativa.

É quando pode ser prescrito o tratamento à base de canabinoides, cujas propriedades ajudam no controle das crises.

Para fins de recursos terapêuticos, o médico deverá indicar a dosagem adequada, que pode ser aumentada com o passar do tempo.

O que os especialistas dizem sobre o uso de Cannabis no tratamento de epilepsia?

Você viu logo no início deste conteúdo que a própria OMS já reconheceu a eficácia da Cannabis no tratamento da epilepsia.

Embora sejam necessários cada vez mais estudos, os relatos de pessoas que conseguiram controlar a doença (e até de animais) e as pesquisas acadêmicas apontam para um futuro promissor.

Uma delas é o artigo Effect of Cannabidiol on Drop Seizures in the Lennox-Gastaut Syndrome, publicado em 2018.

No estudo, foram testados 226 pacientes portadores da síndrome de Lennox-Gastaut (SLG), uma condição epiléptica pediátrica grave.

Os pesquisadores verificaram que a adição de canabidiol ao tratamento farmacológico convencional diminuiu consideravelmente a frequência das convulsões.

Quais propriedades terapêuticas da Cannabis auxiliam no tratamento da epilepsia?

Entre as várias propriedades terapêuticas da Cannabis medicinal, duas são especialmente importantes para quem sofre de epilepsia: a anticonvulsivante e a neuroprotetora.

A primeira foi estudada na pesquisa Cannabinoids in the Treatment of Epilepsy: Hard Evidence at Last?, em que o autor Emilio Perucca conclui:

“Após quase quatro milênios de uso médico documentado no tratamento de distúrbios convulsivos, estamos muito perto de obter evidências conclusivas da eficácia dos canabinoides em algumas síndromes epilépticas graves.”

Já no Review of the neurological benefits of phytocannabinoids, os autores Joseph Maroon e Jeff Bost concluem que:

“A pesquisa atual indica que os fitocanabinoides têm um poderoso potencial terapêutico em uma variedade de doenças, principalmente por meio da sua interação com o sistema endocanabinoide. O CBD é de particular interesse devido à sua ampla capacidade e à falta de efeitos colaterais em uma variedade de doenças e condições neurológicas.”

Tratamento de epilepsia com Cannabis: quais são as vantagens?

O tratamento de epilepsia com CBD, embora ainda não seja 100% chancelado pela ciência, já é considerado seguro e eficaz.

Isso porque o óleo de canabidiol, um dos medicamentos mais prescritos, apresenta vantagens bastante relevantes, se comparado com os fármacos convencionais.

Conheça alguns deles nos tópicos abaixo.

Melhora o humor

Embora seja um benefício que é mais recorrente em tratamentos contra distúrbios de comportamento, a melhora do humor também acontece em portadores de epilepsia.

Afinal, em doenças que afetam o sistema nervoso central e a cognição, como o Alzheimer, o canabidiol pode promover grandes transformações.

Também é eficaz nos casos de pacientes agressivos por conta do transtorno do espectro autista (TEA).

Desse modo, o CBD vem a ser um poderoso aliado para aprimorar a qualidade de vida, inclusive nos portadores de epilepsia, porque ajuda a recuperar a homeostase e, assim, leva a uma melhora no bem-estar geral.

Efeito entourage

efeito entourage, que sempre abordamos em nossos conteúdos, é uma vantagem adicional do canabidiol no tratamento contra a epilepsia.

Por meio dele, os benefícios à saúde proporcionados pelos canabinoides são potencializados em função do princípio da sinergia botânica.

Isso acontece porque, em geral, o CBD é administrado em forma de óleo de espectro amplo ou completo, no qual ele se mistura aos outros canabinoides extraídos da Cannabis.

Fora isso, a Cannabis contém flavonoides e terpenos, que também potencializam os efeitos terapêuticos.

Sendo assim, elas fazem com que o canabidiol promova muito mais benefícios à saúde do que quando administrado de maneira isolada.

Poucos efeitos adversos

Talvez uma das principais descobertas sobre o CBD feitas pela ciência é a de que ele provoca menos efeitos colaterais do que os medicamentos convencionais.

Para certos pesquisadores, isso se deve ao fato de ele interagir com o sistema endocanabinoide, o que faz com que o organismo tolere melhor o canabidiol.

Uma evidência dessa tolerância está na utilização do extrato de CBD em cuidados paliativos de pacientes com câncer.

Eles são submetidos a sessões de quimioterapia e uma medicação pesada que os levam a sentir náuseas e a vomitar.

Desse modo, o canabidiol é uma alternativa para eliminar ou atenuar essas reações, colaborando para melhorar a qualidade de vida e promovendo alívio dos efeitos adversos.

Produto 100% natural

Os avanços da indústria farmacêutica devem ser celebrados, afinal, muitos deles vêm salvando vidas em todo o mundo.

Ainda assim, os benefícios dos medicamentos fabricados, em alguns casos, são superestimados, o que pode ser uma das causas da automedicação.

É cada vez mais consenso que a prioridade em tratamentos para epilepsia (e outras doenças) deveria ser as soluções naturais, entre as quais está a Cannabis.

Quais são os efeitos colaterais do tratamento?

Como você viu, uma vantagem particularmente interessante no tratamento da epilepsia com Cannabis diz respeito aos raros efeitos colaterais.

Credita-se isso à sua interação com o organismo via sistema endocanabinoide, razão pela qual ele é, em geral, bem tolerado em praticamente todos os tipos de tratamento.

Embora a ciência ainda não tenha todas as respostas, até agora, os estudos já publicados trazem evidências sobre o uso seguro dos medicamentos com canabinoides.

Um deles é a revisão An Update on Safety and Side Effects of Cannabidiol: A Review of Clinical Data and Relevant Animal Studies, de autoria de Franjo Grotenhermen e Kerstin Iffland, do Instituto Nova, na Alemanha.

Na conclusão, eles enfatizam que o perfil de segurança do CBD já está estabelecido de muitas formas, o que o torna seguro como recurso terapêutico.

Onde encontrar produtos à base de Cannabis para tratar a epilepsia?

Considerando a oferta ainda restrita de Cannabis medicinal no Brasil, é comum recorrer à importação de medicamentos em tratamentos contra a epilepsia.

Veja a seguir como acontece o processo, todo ele controlado pela Anvisa.

Consulta médica

A compra de medicamentos que contêm CBD começa na consulta médica, na qual o especialista prescreve o remédio conforme as necessidades do paciente.

Pedido junto à Anvisa

De posse da receita, identidade e comprovante de residência, o comprador/paciente deve acessar o site da Anvisa para envio da documentação e preenchimento do devido formulário.

Resposta da Anvisa

Feito o pedido, é preciso aguardar pela resposta do órgão de controle, que pode chegar dentro de dez dias, aproximadamente.

Se o retorno for positivo, é emitida a autorização de importação.

Compra e entrega

Sempre respeitando os limites da Anvisa, que proíbe a compra de medicamentos de CBD que não sejam administrados via oral ou nasal, pode ser feita a aquisição do produto do exterior.

Para maior comodidade, utilize o serviço de concierge da Tegra Pharma, que realiza todo esse trabalho para o paciente, cumprindo todas as etapas legais exigidas.

Conclusão

Em virtude das muitas vantagens da opção pelo CBD, o tratamento de epilepsia com Cannabis pode ser até priorizado, sobrepondo-se às alternativas conservadoras.

Isso porque as pesquisas indicam que ele apresenta poucos efeitos adversos e pode ser eficaz até para tratar das versões mais resistentes da doença.

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Esclerose Múltipla: Benefícios do Tratamento com Cannabis

Esclerose Múltipla Cannabis
A esclerose múltipla é um doença autoimune em que os anticorpos atacam o sistema nervoso central, causando uma serie de consequências ao portador. Conheça os benefícios do tratamento da doença com Cannabis.

Embora o Brasil esteja longe das primeiras posições entre os países com mais casos de esclerose múltipla por 100 mil habitantes, essa é uma condição médica que desperta grande preocupação por aqui.

Isso porque, na América Latina, só perdemos para a Argentina na prevalência, com 19 ocorrências por 100 mil habitantes, enquanto nossos vizinhos registram o dobro, 38.

Por outro lado, somos os líderes em números de casos entre os países latinos, com 40 mil pessoas acometidas pela doença, segundo o atlas da MS International Federation.

É praticamente o mesmo número de indivíduos que sofrem de câncer do cólon e reto, que atinge um pouco mais de 40 mil pessoas no Brasil, segundo o INCA.

Porém, diferentemente do câncer, a esclerose múltipla tem peculiaridades que pedem uma abordagem própria, afinal, ela não é passível de prevenção.

É nesse contexto que a Cannabis surge como uma esperança em termos de qualidade de vida para os que sofrem da enfermidade.

Neste conteúdo, você vai conhecer melhor como é feito o tratamento da esclerose múltipla com os compostos dessa planta, além de um panorama abrangente sobre essa doença.

Continue por aqui, informe-se e ajude a quem precisa.

Esclerose múltipla: o que é?

Esclerose múltipla (EM) é uma doença do tipo autoimune, ou seja, é uma condição em que as defesas do nosso corpo voltam-se contra o próprio organismo.

No caso da EM, os anticorpos passam a atacar o sistema nervoso central (SNC), destruindo a bainha de mielina que protege os neurônios.

Qual é a causa da esclerose múltipla?

A ciência continua avançando nas pesquisas sobre tratamentos, causas e formas de se diagnosticar a EM.

No entanto, ainda não é possível apontar com segurança o que ocasiona o seu desenvolvimento.

Entre as possibilidades mais aceitas pela comunidade científica, credita-se o surgimento da doença a fatores genéticos, vírus e até à falta de exposição ao sol.

Esse último critério de risco, a propósito, parece fazer sentido, já que nos países do Hemisfério Norte a prevalência da EM é bem maior.

A Alemanha é a recordista mundial nesse quesito, com 303 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o já citado atlas mundial da MSIF.

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?