Cannabis medicinal e o tratamento da osteoporose

Osteoporose

Apesar de pouco prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é bastante utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

A osteoporose é uma doença que enfraquece gradualmente os ossos e cujo nome se traduz, literalmente, como “ossos porosos”. Afeta 200 milhões de pessoas no mundo e pode ser incapacitante, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF)

A doença aparece quando a formação do osso não é adequada e há deficiência de cálcio e vitaminas ou quando os ossos sofrem um desgaste excessivo. 

Essa deterioração pode ocorrer por alguns fatores: diminuição de hormônios, uso contínuo de alguns tipos de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool, existência de algumas doenças específicas, e, finalmente, o desgaste natural.

Segundo dados de um novo estudo apresentado pela revista Veja, no mundo, o custo anual de hospitalização por fraturas causadas pela doença é de 19,8 bilhões de reais. Este valor é maior que o custo de infarto (16,7 bilhões de reais), derrames (11,7 bilhões de reais) e câncer de mama (1,9 bilhões de reais).

No Brasil, a osteoporose custa 1,2 bilhão de reais anualmente. Mais da metade (61%) deste montante, o equivalente a 733,5 milhões de reais, está associado à perda de produtividade. As despesas com hospitalização representam 234 milhões de reais e os custos cirúrgicos, 162,6 milhões de reais.

Osteoporose. O que é a doença

“O osso corresponde à maior porção de tecido conjuntivo do corpo. Contém células que fabricam e mantém a matriz extracelular. Ela está fisiologicamente mineralizada com microcristais de fosfato de cálcio, que possuem carbonato”, explica o Dr. Thiago Bitar Moraes Barros, reumatologista.

Ou seja: os ossos estão preenchidos de cálcio, que os mantém densos e fortes. 

“Durante toda a vida eles se encontram em regeneração constante, como consequência de um processo conhecido como remodelação óssea”, continua.

Quer dizer que o tecido ósseo antigo é continuamente destruído e um novo é formado em seu lugar. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por novos e sadios.

Cada parte do corpo tem um tempo diferente de remodelação. Por exemplo: as partes extremas do fêmur são substituídas a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente modificados todo o tempo. Esse processo também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo.

Mas a doença modifica essa ação: “Na osteoporose há uma alteração da sequência de remodelação óssea; a reabsorção óssea é maior que a formação, aumentando a perda de massa óssea e o risco de fratura”, esclarece Bitar.

Por esse motivo, pacientes que têm osteoporose demoram mais para se recuperar de fraturas.

A quem atinge

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois dos 50 anos de idade, cerca de 30% das mulheres e 10% dos homens apresentam osteoporose. Geralmente se descobre a doença a partir de uma exame de densitometria óssea, que mede a massa do osso. Muitas vezes o exame é feito após uma fratura.

A densidade óssea aumenta até os 30 anos de idade e posteriormente começa a cair. Entre os 30 e os 80 anos, o cálcio total diminui aproximadamente 20%, porém esta queda é maior nos ossos da coluna, podendo chegar a 60%.

A herança genética determina em 80% o nível máximo de massa óssea que um indivíduo alcança na vida, assim como a taxa de perda da mesma. Pessoas de etnia negra possuem maior densidade óssea, alcançam maior massa óssea e a taxa de perda é menor se comparada com pessoas brancas e asiáticas.

Fraturas e outros sintomas

A osteoporose provoca 2,4 milhões de fraturas todos os anos no mundo e atinge 10 milhões de brasileiros.

As fraturas, ao mesmo tempo que são um dos piores sintomas, levam ao maior número de diagnósticos, pois geralmente é a partir de um acontecimento atípico como esse que se parte para um exame mais detalhado.

Consequentemente, devido a descalcificação progressiva, que é um dos indicativos da enfermidade, os ossos tornam-se mais frágeis, por isso são mais suscetíveis a quebras. O fato da doença ser mais comum em pessoas de idade avançada aumenta as chances desse tipo de acidente acontecer.

Geralmente, durante uma queda ocorre uma contratura muscular que faz com que a força do impacto seja distribuída por uma superfície maior, o que preserva a segurança dos ossos.

Entretanto, nos idosos, a força muscular e a velocidade de reação estão menores, o que provoca uma alteração neste mecanismo de proteção ao osso, deixando-o mais exposto e sujeito à quebras.

Tipos mais comuns de fraturas

A osteoporose afeta de maneira diferente homens e mulheres, além disso, há ossos com maiores índices de fratura:

  • As fraturas por compressão vertebral acometem 20% das mulheres pós-menopausa
  • As fraturas de bacia aumentam exponencialmente após os 50 anos nas mulheres e 60 nos homens
  • Um terço de todas as mulheres com mais de 80 anos já sofreram uma fratura de bacia
  • São comuns as fraturas das vértebras por compressão, o que leva a problemas de coluna e à diminuição da estatura
  • Os punhos também são facilmente focos de quebras, pois num reflexo, leva-se as mãos a frente do corpo durante a queda. A maior incidência é em mulheres na pós menopausa

Além das fraturas, a enfermidade pode causar dor nas articulações, encurvamento da coluna e diminuição da altura em até três centímetros.

Tratamentos

Para quase todos os casos de osteoporose, são indicados atividade física, fisioterapia, vitamina D e medicamentos específicos.

Mas segundo Dr. Bitar, “para o tratamento correto da osteoporose é necessário entender o processo de remodelação óssea”. Ele acrescenta que “idealmente a terapia deve diminuir a reabsorção de osso impedindo uma maior perda óssea e aumentar a formação óssea”.

Como não existe um tipo de tratamento que ao mesmo tempo iniba a reabsorção de osso e estimule a formação óssea, geralmente o paciente precisa tomar mais de um remédio.

Posso tratar osteoporose com CBD?

Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo de 2010 da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

Em testes feitos em camundongos com deficiência de CB1 e CB2, os principais receptores canabinoides ativados pela Cannabis medicinal, as cobaias apresentaram osteoporose relacionada com a idade como resultado de formação óssea prejudicada e renovação óssea em desequilíbrio.

Ainda não há comprovação científica de que a Cannabis medicinal possa realmente auxiliar os pacientes de osteoporose, mas acredita-se que, como o CBD estimula os receptores citados, consequentemente pode auxiliar no aumento da taxa de regeneração do novo tecido ósseo.

Outra hipótese é a de que o CBD pode auxiliar na prevenção da enfermidade, combatendo algumas de suas outras causas que não o desgaste natural. Por exemplo,  pode ser usado em alguns casos para desmame de corticoide e analgésicos, como auxiliar para abandono do tabagismo, do vicio no álcool, etc.

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Dia 18 de Outubro: Feliz Dia do Médico!

Dia do Médico

No dia 18 de outubro, é comemorado no Brasil o Dia do Médico, profissional responsável por cuidar e promover a saúde de toda a população. Esta data foi escolhida em referência ao Dia de São Lucas, o padroeiro da medicina.

O médico é o profissional responsável por descobrir as doenças que afetam determinado paciente, dando suporte e indicações adequadas para a cura. Ele também é responsável por indicar formas de prevenir doenças e orientar o indivíduo para que ele tenha uma vida mais saudável.

A medicina, sem dúvida, é uma das áreas do conhecimento que exige maior comprometimento e responsabilidade do profissional. Para ser bom médico, é imprescindível investir constantemente na melhoria, estando sempre informado sobre as novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e testes, além de estar atento às novas doenças que surgem com frequência.

Na pandemia de Covid-19 os profissionais foram lideranças importantíssimas na linha de frente de combate à doença e, sem dúvidas, salvaram milhares de vidas.

Os cuidados com a saúde hoje são mais complexos do que nunca. Com mais avanços, ferramentas e informações ao seu alcance, os médicos têm um trabalho gigantesco de diagnosticar e tratar seus pacientes todos os dias.

Este é o dia para homenagear quem nos vê 365 dias por ano. Em cada cidade e hospital, em nossas forças armadas e em nossas comunidades rurais, os médicos pavimentam o caminho para melhores cuidados de saúde para seus pacientes.

Aproveite a oportunidade para agradecer ao seu médico por responder a telefonemas tarde da noite, trabalhar muitas horas e fornecer cuidados inabaláveis. Hoje, mais do que nunca, sabemos os sacrifícios que eles fazem para colocar a saúde de suas comunidades em primeiro lugar.

 

A comemoração do Dia do Médico é uma tentativa de enfatizar o valor dos médicos em nossas vidas e oferecer a eles nossos respeitos! E nosso muito obrigado!

Como os tratamentos com a Cannabis podem abrir novas portas para a medicina

O uso mais comum da Cannabis medicinal nos Estados Unidos – onde é totalmente legalizada para uso medicinal em 36 dos 50 estados – é para o controle da dor.

Ela é bastante eficaz no controle da dor crônica que assola milhões de americanos, especialmente à medida que envelhecem. Parte de suas vantagens é que é uma saída claramente mais segura do que os opiáceos (é impossível uma overdose) e pacientes podem tomá-la no lugar de anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, se as pessoas não puderem tomá-los devido a problemas com seus rins ou úlceras.

Em particular, a Cannabis parece aliviar a dor da esclerose múltipla e a dor nos nervos em geral. Esta é uma área onde existem poucas outras opções, e aquelas que existem são altamente sedativas. Os pacientes afirmam que a Cannabis permite que retomem suas atividades anteriores sem se sentirem completamente desligados e desengajados.

Nesse sentido, a Cannabis é considerada um fantástico relaxante muscular, e as pesquisas revelam sua capacidade de diminuir os tremores no mal de Parkinson. Também há bastante sucesso para fibromialgia, endometriose, cistite intersticial e a maioria das outras condições em que a via final comum é a dor crônica.

Além disso, a Cannabis medicinal também é usada para controlar náuseas e perda de peso e pode ser usada para tratar o glaucoma.

Uma área de pesquisa altamente promissora é seu uso para no Trantorno de Estresse Pós-Traumático. Muitos veteranos e seus terapeutas relatam uma melhora drástica e clamam por mais estudos e por um afrouxamento das restrições governamentais ao seu estudo.

A Cannabis medicinal também ajuda os pacientes que sofrem de dor e síndrome de debilidade associada ao HIV, bem como síndrome do intestino irritável e doença de Crohn.

Mais estudos ainda precisam ser feitos, mas o potencial benéfico já se mostra imenso!

Esses são apenas alguns dos benefícios que a Cannabis pode trazer! Veja em nosso blog outros estudos e palestras com médicos que já a utilizam no Brasil.


REFERÊNCIAS:

Cannabis medicinal para o tratamento do Câncer

Cannabis Câncer

Tratamentos com Cannabis medicinal para o câncer se revelam uma esperança quando o organismo já não responde às terapias convencionais.

Na verdade, são cada vez mais frequentes os relatos de pessoas que conseguiram se recuperar da segunda doença que mais mata em todo o mundo, de acordo com dados da OMS.
Embora ainda sejam necessários mais estudos conclusivos, já se sabe o bastante para indicar a Cannabis medicinal com relativa segurança.

Mais utilizado nos cuidados paliativos contra a dor, náuseas e vômitos, há também pesquisas que já o apontam com potencial anticancerígeno.

Mas as boas notícias não param por aqui: há muito mais por descobrir a respeito dos canabinoides e dos demais compostos extraídos da Cannabis.

Então, avance na leitura e saiba mais!

Cannabis para Câncer: afinal, o que é o câncer?

O câncer é uma doença que se caracteriza pela multiplicação (neoplasia) de células de forma desordenada. Quando não provocam efeitos deletérios à saúde, podem ser consideradas benignas. Ou malignas, quando são fatais se não forem controladas a tempo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), existem mais de 100 tipos de neoplasias.

Elas podem começar em um órgão e migrar para outros pela corrente sanguínea, quando ocorre a metástase, condição em que é muito mais difícil controlar a doença.

Como o câncer age no organismo?

Todas as nossas células são dotadas de um mecanismo conhecido como apoptose ou “morte programada”.

Quando esse dispositivo falha, as células simplesmente deixam de morrer, passando a se multiplicar de forma desordenada e sem cumprir com suas funções normais.

Então, essa mutação acontece em nível molecular, quando o DNA de uma célula sofre alterações, levando-a a se reproduzir de maneira anômala.

Sendo assim, há uma “invasão” dessas células, que passam a competir com as saudáveis.

Como as células cancerígenas são vascularizadas, com o tempo, elas tendem a entrar na corrente sanguínea, espalhando o câncer para outras partes do corpo.

O que leva uma pessoa a ter câncer?

Vale destacar que, embora possa até ter alguma semelhança, o câncer não é uma doença autoimune.

Portanto, não é uma reação do organismo contra suas próprias células.

Por outro lado, as suas causas ainda não são totalmente conhecidas pela ciência, mesmo que existam fatores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolvimento.

Em algumas situações, as neoplasias celulares desordenadas surgem muito mais por predisposição genética do que por aspectos exógenos.

Já em outras, a doença aparece como uma resposta do órgão afetado a intoxicações dos mais variados tipos.

Fatores de risco para desenvolvimento do câncer

Cannabis Câncer

Neoplasias são causadas por modificações genéticas nas células, que têm suas estruturas e funções corrompidas.

Essas alterações podem ser induzidas por hábitos nocivos à saúde, embora nem sempre eles levem a pessoa a desenvolver câncer.

No entanto, se cultivados por períodos prolongados, esses hábitos passam a ser fatores que aumentam o risco de neoplasias, benignas ou não.

Veja quais aspectos são esses.

Má alimentação

A má alimentação é um dos fatores de risco mais comuns para desenvolver a doença.

Isso porque existem certos produtos que são verdadeiros vilões para a saúde, devendo ser evitados ou consumidos em doses mínimas.

Alguns exemplos comuns em nosso dia a dia são os alimentos refinados, como o sal de cozinha e o açúcar branco.

Os embutidos também são considerados inimigos da saúde, devida a quantidade de corantes e conservantes artificiais.

Nesse grupo, estão alimentos como presunto, salsicha, salame e outros processados.

Sedentarismo

De acordo com a American Cancer Society, é recomendado fazer 150 minutos de atividade física por semana. E, com isso, diminuir as chances de desenvolver câncer.

Aqui no Brasil, um estudo da USP traz evidências de que a atividade física diminui em 19% a probabilidade de ter câncer colorretal.

O sedentarismo pode ser a porta de entrada para a obesidade, outro fator de risco associado à doença.

Isso sem falar em males que surgem em virtude da falta de exercícios, como o aumento nos níveis de colesterol ruim e o desenvolvimento de condições cardiovasculares.

Consumo de álcool

Poucas substâncias apresentam tanto potencial cancerígeno quanto o álcool.

Estima-se que modalidades como câncer no fígado, boca, laringe, esôfago e mama estejam diretamente ligadas ao seu consumo.

O maior desafio é estabelecer limites diários de ingestão seguros para essa substância.

Há especialistas que recomendam restringir a apenas uma dose por dia para mulheres e duas para homens.

No entanto, cada caso é um caso e, na prática, é muito difícil dizer qual é o limite de um e de outro.

Sendo assim, para aqueles que têm histórico da doença na família, a ingestão de álcool pode se tornar um perigoso potencializador.

Tabagismo

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) qualifica o tabagismo como uma doença mental e comportamental.

De acordo com o Atlas Mundial do Tabaco, ele é a causa evitável número 1 de mortes precoces e de enfermidades em todo o mundo.

Não bastassem esses dados, o tabagismo é o mais perigoso dos fatores de risco para o câncer, segundo a OMS.

Ele também é associado a câncer de:

  • Colo do útero
  • Esôfago
  • Rim e ureter
  • Laringe e faringe
  • Boca
  • Estômago
  • Cólon e reto
  • Traqueia
  • Brônquios.

Obesidade

A obesidade se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo diagnosticada ao medir o Índice de Massa Corpórea (IMC).

Qualquer resultado acima de 30 kg/mjá leva ao diagnóstico dessa doença.

O que talvez poucos saibam é que a obesidade é, depois do tabagismo, a segunda principal causa de câncer em todo o mundo.

Ela está ligada ao desenvolvimento de câncer no intestino grosso, de mama, nos rins, no endométrio, entre outros.

Genética

A predisposição genética também está entre os fatores de risco para o câncer, independentemente do tipo.

Isso porque pessoas com pais ou avós que tiveram a doença possuem 50% de chances de herdar as mutações genéticas que levam a desenvolvê-la.

O câncer de mama e ovário, por exemplo, acredita-se, que sejam causados por alterações no gene BRCA1 ou BRCA2.

O câncer hereditário, como também é conhecido, pode ocorrer em qualquer idade, mas, em geral, surge em função do envelhecimento ou da exposição a outros fatores de risco.

Radiação

Embora o Brasil não tenha um histórico de uso de materiais radioativos, nem mesmo como matriz energética, é preciso sempre tomar cuidado.

Afinal, a radiação é, provavelmente, o fator de risco que mais rapidamente pode levar a desenvolver câncer.

Aqui, o perigo está na radiação ionizante que pode provocar mutações no DNA das células.

As fontes principais desse tipo de radiação são os aparelhos de raios-X e os compostos radioativos usados em usinas nucleares.

Outro ambiente considerado de risco são locais confinados, como minas de exploração em que se concentra um gás chamado radônio.

Se inalado, ele pode levar ao câncer de pulmão, sendo apontado como a sua segunda principal causa, depois do tabagismo.

Amianto

O amianto é outra substância que, por muitos anos, foi largamente empregada pela indústria como matéria-prima.

Embora ele tenha de fato propriedades que o tornam um excelente material para uso na construção civil, a verdade é que se trata de um elemento altamente tóxico.

Em alguns segmentos industriais, o amianto continua sendo utilizado, sendo por isso apontado como causa da incapacitação para o trabalho em virtude do seu potencial cancerígeno.

Cannabis e o Câncer: Estatísticas sobre a doença no Brasil e no mundo

Cannabis Câncer

Os números comprovam que o câncer é um dos maiores perigos para a saúde pública no mundo – e, no Brasil, a situação não é diferente.

Afinal, de acordo com as estimativas do INCA para o período de 2020/2022:

  • O Brasil deverá registrar 625 mil novos casos a cada ano desse triênio;
  • Os tipos mais frequentes na população serão o de mama e próstata, com 66 mil casos cada, seguido pelo de cólon e reto, com 41 mil, e de pulmão, com 30 mil ocorrências registradas;
  • Câncer na próstata responderá por 29,2% dos casos da doença entre homens;
  • Já entre as mulheres, o de mama deverá perfazer 29,7% dos casos.

No mundo, de acordo com a International Agency for Research on Cancer (IARC), ligada à OMS, os números dizem o seguinte:

  • O câncer de mama é o mais frequente, com 11,7% dos casos registrados em 2020, o que equivale a mais de 2 milhões de vítimas;
  • O continente asiático é o que mais diagnosticou doentes ao longo de 2020, com 48,7% dos casos e mais de 8 milhões de pessoas acometidas;
  • A idade média estimada para os casos de câncer de mama é de 48,7 anos, enquanto o de próstata é de 30,7 anos.

Tipos de câncer mais comuns no Brasil

Como vimos, no Brasil, o câncer de mama e de próstata são os mais recorrentes entre mulheres e homens, respectivamente.

Não por acaso, entidades de classe, órgãos da saúde pública, governos e ONGs investem pesado em campanhas educativas para alertar a população.

Nelas, os principais focos são ressaltar a necessidade do diagnóstico precoce, evitar fatores de risco e adotar um estilo de vida que reduza as chances de desenvolver a doença.

Veja, então, quais são os tipos de câncer mais comuns e como eles podem se manifestar.

Mama

Além de ser o tipo de câncer mais recorrente no Brasil e no mundo, o de mama também é um dos que têm mais subtipos.

São eles: mama luminal A e B, mama HER2 positivo e mama triplo negativo.

Ou seja, eles se diferenciam de acordo com as características das células cancerosas, cada qual com comportamentos e aspectos distintos.

Além disso, os sintomas variam, podendo surgir na forma de inchaço na mama ou em parte dela, nódulo rígido e único, vermelhidão, aumento nos linfonodos ou sangramento nos mamilos.

Próstata

Um dos maiores problemas do câncer de próstata é que, em estágio inicial, ele não apresenta sintomas.

Sendo assim, somente nas fases mais avançadas que o paciente começa a sentir dificuldade de urinar e dor, principalmente se houver metástase óssea.

Por isso, é fundamental realizar periodicamente o exame de toque retal, que pode detectar, inclusive, outras doenças na próstata.

Cólon e reto

Terceiro tipo de câncer mais recorrente no Brasil, sendo o segundo entre as mulheres, o de cólon e reto atingiu mais de 36 mil pessoas nos anos de 2018 e 2019 no país.

Essa modalidade da doença se desenvolve de forma lenta. Sendo assim, tem mais chances de ser diagnosticada precocemente.

Entre seus sintomas estão a presença de sangue nas fezes, constipação ou diarreia frequentes, gases, dores ao evacuar, afinamento das fezes e perda de peso.

Pulmão

Terceiro tipo de câncer mais recorrente no Brasil entre homens e mulheres, o de pulmão, como vimos, está diretamente associado ao tabagismo.

A exemplo de outras variantes da doença, nos estágios iniciais, ele é assintomático, passando a apresentar sinais somente quando já está mais avançado.

Alguns desses sintomas são tosse persistente, presença de sangue no muco, falta de ar, rouquidão, dores no peito, perda de peso, bronquite e sensação de cansaço.

Diagnóstico: como saber se uma pessoa tem câncer?

Cada tipo da doença pede uma abordagem distinta, visando a prescrição do tratamento adequado.

Entre as mulheres, os exames preventivos incluem a mamografia, para detecção do câncer de mama, e o papanicolau, para o de colo do útero.

Já entre os homens, a detecção do câncer de próstata é feita pelo exame para aferir os níveis de antígeno específico da próstata (PSA) no sangue.

Além disso, também são feitas radiografias, tomografias computadorizadas e ultrassonografias como exames complementares para os outros tipos da doença.

Cannabis para o Câncer: como funciona o tratamento?

Cannabis Câncer

Normalmente, os tratamento mais comuns para o câncer são: quimioterapia e radioterapia.

Neles, são utilizados diversos medicamentos para conter o avanço das células cancerosas.

Uma alternativa a esse recurso, que traz sérios efeitos colaterais, é a imunoterapia, na qual o sistema imunológico é estimulado para combater as neoplasias.

Existe, ainda, uma terceira opção: os canabinoides extraídos das plantas do gênero Cannabis.

Qual é o efeito da Cannabis para o câncer?

A Cannabis se destaca por suas propriedades terapêuticas, sendo indicado para o tratamento de diversas condições e doenças.

Entre seus efeitos, o CBD (canabidiol) atua como relaxante muscular, analgésico, anti-inflamatório, neuroprotetor e estabilizador de humor.

Especificamente no tratamento do câncer, os efeitos do CBD vão desde o alívio dos sintomas até propriedades antitumorais.

Para que serve a Cannabis no tratamento do câncer?

A gama de aplicações do canabidiol, embora ainda não chancelada por parte da comunidade médica, é bastante extensa.

Ele pode servir desde complemento alimentar até como medicamento para tratar doenças como Alzheimer, Parkinson e condições como autismo, epilepsia, depressão e ansiedade.

No caso do câncer, a Cannabis pode ser utilizado na prevenção e no tratamento, seja diretamente sobre a doença ou em seus sintomas.

Como usar a Cannabis para o câncer?

Embora existam diferentes formatos de uso da Cannabis, como em óleos, cápsulas, pomadas, vaporizadores, supositórios, bebidas e cosméticos, há limitações no Brasil.

Ou seja, por aqui, a Anvisa só autoriza o uso via oral, sublingual ou por inalação pelas vias respiratórias.

Cannabis Câncer: pesquisas e estudos sobre a eficácia

Ainda são necessárias mais pesquisas conclusivas para que a Cannabis no tratamento do câncer tenha sua eficácia totalmente comprovada.

Por outro lado, não se pode dizer que a ciência esteja longe de fazer essa comprovação, como mostram os estudos em que essa substância foi testada em animais e humanos.

Então, se você se interessa pelo tema, vale a leitura. Alguns deles são:

Conclusão

Ainda há muito para se conhecer a respeito da Cannabis para o tratamento do câncer.

No entanto, não podemos desprezar as conquistas mais recentes da ciência e da medicina.

Todas elas apontam para um futuro dos mais promissores em relação a Cannabis como recurso terapêutico no cuidado de uma das doenças mais desafiadoras para a medicina moderna.

De qualquer forma, você pode fazer a sua parte buscando informações confiáveis sobre produtos e posologias indicadas para o tratamento do câncer agendando uma visita com um dos nossos consultores, ou iniciando o Curso Introdução à Medicina Canabinoideexclusivo e gratuito para médicos.