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Flavonoides: O Que São, Tipos de Alimentos e 5 Benefícios

Flavonoides

Você conhece os benefícios dos flavonoides e onde eles podem ser encontrados? Descubra agora e veja onde encontrar!

Já adiantamos que esse é um assunto que pode surpreender você, mas de uma forma muito positiva.

Tal composto é um dos mais poderosos aliados da saúde humana, o que se justifica por suas diversas propriedades nutricionais e terapêuticas.

Veja, por exemplo, o que diz uma pesquisa do Oncoguia, segundo a qual estima-se que o número de casos de câncer aumentará em 42% nos próximos anos no Brasil.

Um dos fatores de risco para essa doença é a má alimentação e, nesse aspecto, os flavonoides atuam prevenindo ou minimizando os riscos de desenvolvê-la.

Mas não é somente sobre o que comemos. 

Como estamos falando de um composto natural, ele também pode ser extraído de plantas utilizadas de forma medicinal.

É o caso da Cannabis, cuja eficácia no tratamento de uma série de doenças vem sendo comprovada por estudos diversos.

Porém, esse é só o começo da história toda: existem muitos outros benefícios associados aos flavonoides que você precisa conhecer.

Para saber quais são, avance na leitura!

O que são flavonoides?

Flavonoides são um tipo de composto fenólico que, por sua vez, é uma classe de substâncias químicas que exercem variadas funções orgânicas.

Eles se destacam por terem propriedades nutritivas e farmacêuticas, e os alimentos que os contêm são conhecidos como nutracêuticos.

Os flavonoides estão presentes em frutas, vegetais, flores, cereais, sementes e plantas diversas, além de também serem encontrados em produtos fabricados a partir delas, de bebidas a fitofármacos.

No caso de plantas, como as do gênero Cannabis, eles contribuem para dar cor, sabor e aroma.

Flavonoides: para que servem?

Se você não ingere flavonoides em quantidades ideais, é hora de rever a sua alimentação.

Afinal, eles exercem funções nutricionais que os tornam insubstituíveis e uma das bases de uma dieta saudável.

De qualquer forma, para responder mais diretamente à pergunta deste tópico, podemos dizer que a principal atribuição deles é combater os radicais livres.

Esse tipo de molécula se caracteriza por ser altamente instável e, se presente em grandes volumes no corpo humano, é capaz de causar sérios danos à saúde.

Sendo assim, os flavonoides poderiam ser considerados como os “mocinhos”, enquanto os radicais livres são os “vilões”.

Mas, como veremos ainda neste conteúdo, utilidades não faltam para esse incrível composto – inclusive, sendo empregados no enfrentamento de doenças.

Quais são os tipos de flavonoides?

A ciência já tem catalogados pelo menos 6 mil tipos de flavonoides distintos.

É um grande grupo de substâncias é subdividido em outras categorias, dependendo das suas características e dos alimentos em que são encontrados.

Os mais comuns deles são:

  • Flavanas: presentes em frutas, no chá-verde e no chá-preto, são responsáveis pelo sabor de certas bebidas
  • Antocianina: usada como corante, pode ser encontrada em algumas flores e frutas
  • Flavonas: mais abundante em frutas cítricas, também estão presentes em ervas e vegetais, sendo ainda responsáveis pela coloração amarelada das flores
  • Flavononas: tipo de flavonoide presente exclusivamente em frutas cítricas
  • Isoflavonoides: são encontrados especialmente na soja e em alguns legumes
  • Flavonóis: vegetais e frutas em geral são as principais fontes desse composto
  • Canaflavinas: são os flavonoides específicos das plantas Cannabis.

Flavonoides: 5 benefícios

Outra coisa que a ciência já sabe sobre os flavonoides é que eles promovem incontáveis benefícios à saúde.

Isso é comprovado por pesquisas mundo afora, nas quais esse composto vem sendo submetido a testes e a revisões de estudos para confirmar seu potencial terapêutico.

Portanto, se você se preocupa com o envelhecimento ou a respeito de ter uma vida mais saudável, considere com bastante seriedade incluir ou incrementar sua ingestão de flavonoides.

Motivos não faltam para adotar desde já uma dieta rica nesse nutriente. 

1. Combate aos radicais livres

Praticamente todo material que você ler sobre flavonoides vai citar em algum momento suas propriedades em impedir a proliferação dos radicais livres.

Felizmente, parece que a ciência tem respostas bastante claras acerca dos benefícios do componente.

O mais interessante é que, ao combater os radicais livres, os flavonoides impedem, por tabela, mutações anormais nas células do corpo humano, o que impede ou ao menos atrasa o desenvolvimento de câncer.

É isso que diz um estudo publicado na revista da fundação Elsevier, em que ficou comprovada a eficiência da substância em impedir a mutagênese:

“Quando 40 flavonoides foram investigados para proteção contra mutagenicidade induzida por BHP ou CHP em S. typhimurium TA102, compostos que satisfazem todos os critérios mencionados acima foram antimutágenos eficazes, por exemplo, fisetina, quercetina, ramnetina, rutina, isoquercitrina, hiperosídeo, robinetina e miricetina(…).”

2. Ação anti-inflamatória

Os flavonoides se caracterizam por associar uma série de efeitos benéficos que se complementam. 

Nesse sentido, ao impedirem a propagação dos radicais livres, eles surgem como poderosos anti-inflamatórios e antioxidantes, como veremos a seguir.

Sobre o primeiro, um artigo também publicado na revista da fundação Elsevier chega a conclusões interessantes a respeito das propriedades dos flavonoides, com destaque para:

  • Podem inibir enzimas ou fatores de transcrição importantes na inflamação
  • São antioxidantes potentes, com capacidade de atenuar os danos aos tecidos
  • Parecem ter ações benéficas in vitro em doenças inflamatórias.

3. Efeito antioxidante

O que dizer, então, das propriedades antioxidantes dos flavonoides?

Um estudo que comprova esse efeito foi publicado na revista The Scientific World Journal, no qual importantes conclusões são tiradas.

Observe este trecho:

“Os flavonoides têm sido sugeridos como defesas antioxidantes em tecidos vegetais expostos a diferentes estresses. A peroxidação lipídica é a consequência comum do estresse oxidativo que perturba a integridade da membrana celular. A quercetina pode interagir com a cabeça polar dos fosfolipídios na interface dos lipídeos da água, aumentando a rigidez da membrana e, conseqüentemente, protegendo as membranas do dano oxidativo.”

4. Atuação vasodilatadora

A vasodilatação é a capacidade que as artérias têm de se expandir, facilitando o fluxo sanguíneo.

Trata-se de um atributo bem-vindo para pessoas que sofrem de problemas de circulação, pressão alta ou condições cardiovasculares.

Essa é mais uma propriedade dos flavonoides, que podem ter tal efeito em diversas situações.

Uma das muitas pesquisas publicadas na revista da fundação Elsevier traz mais esclarecimentos sobre essa propriedade, especialmente em relação à quercetina.

Em testes realizados com animais e humanos, ela revelou-se um potente vasodilatador.

5. Ação anticancerígena

Talvez o efeito mais festejado dos flavonoides seja o anticancerígeno.

Pesquisas também não faltam para atestá-lo, como esta que foi publicada na revista do NCBI e na qual os autores concluíram o seguinte:

“Foi demonstrado que os flavonoides possuem uma ampla variedade de efeitos anticâncer: eles modulam as atividades de enzimas sequestrantes das espécies reativas de oxigênio (ROS), participam na interrupção do ciclo celular, induzem a apoptose, autofagia e suprimem a proliferação e invasividade das células cancerosas.”

Na mesma revista, uma outra pesquisa traz mais revelações sobre os flavonoides como anticancerígenos:

“Em muitos mecanismos moleculares de ação para a prevenção do câncer, os flavonoides desempenham um papel importante ao interagir entre diferentes tipos de genes e enzimas.”

Flavonoides: exemplos e aplicações

Dados os benefícios que acabamos de conhecer, os flavonoides não só podem como devem se fazer presentes em uma dieta saudável.

As pesquisas estão aí para comprovar ou sugerir seus efeitos protetivos contra doenças graves, entre as quais se destaca o câncer.

Um exemplo disso é quando um nutrólogo ou nutricionista indica alimentos que contêm esse composto como meio de evitar as neoplasias malignas.

O mesmo vale para aqueles que sugerem uma dieta rica em flavonoides como forma de prevenir contra doenças cardiovasculares ou problemas de circulação.

Entre tais substâncias, destacam-se a quercetina, a apigenina e o kaempferol como os mais efetivos.

No entanto, como você viu, o que não faltam são flavonoides na natureza, todos eles com propriedades nutricionais e terapêuticas de grande valor.

Quais são os alimentos ricos em flavonoides?

Por outro lado, não é qualquer alimento que contém o composto e, na hora de escolher, é preciso ser criterioso para incluir as opções certas na dieta.

Considerando o amplo leque de alternativas, destacamos a seguir seis produtos ricos em flavonoides que provavelmente já até façam parte do seu cardápio.

  • Maçã: abundante em quercetina, a maçã ajuda a reduzir o risco câncer e de Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Cebola: igualmente rica em flavonoides, a cebola é conhecida por suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias
  • Uva: contém catequinas e, por isso, ajuda a diminuir o risco de infarto, doenças cardíacas e a reduzir o colesterol ruim
  • Brócolis: os flavonoides presentes no brócolis são especialmente eficazes na prevenção do câncer, inclusive o de pulmão
  • Soja: poderosa aliada da saúde da mulher, a soja contém isoflavonas, úteis para amenizar os sintomas da osteoporose, menopausa e a reduzir o colesterol
  • Alho: destaca-se por ter compostos sulfurados e ser rico em flavonoides com propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e antivirais.

Flavonoides: medicamentos

Há, ainda, a possibilidade de ingerir o composto na forma de fitofármacos, alguns dos quais podem ser obtidos em farmácias de manipulação.

Outros se apresentam como um dos componentes utilizados na fabricação do medicamento – esse é o caso de remédios feitos a partir da Cannabis.

Antes de mais nada, vale alertar para os riscos da automedicação, mesmo que seja de substâncias inofensivas como os flavonoides.

Em primeiro lugar, porque esse é um comportamento de risco que, com o tempo, tende a se agravar.

Sendo assim, prefira sempre a alternativa segura, que é buscar a prescrição de um médico.

Para a maioria dos fitofármacos, basta ter a receita em mãos e se dirigir a um estabelecimento para a compra.

Já no caso de medicamentos como o óleo de canabidiol (CBD), extraído de plantas Cannabis, há todo um processo de compra regulamentado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Flavonoides: química

A química dos flavonoides, apesar de conhecida pela ciência e medicina, ainda é alvo de muitos estudos.

Cabe ressaltar que a primeira vez que essa classe de substâncias foi identificada foi em 1930, quando um grupo de pesquisadores encontrou na laranja o que acreditavam ser a vitamina P.

Sobre a sua composição química, destacamos um trecho da pesquisa Flavonoides e seu potencial terapêutico, publicada no Boletim do Centro de Biologia da Reprodução:

“A estrutura química dos flavonoides está baseada no núcleo flavilium, o qual consiste de três anéis fenólicos. O benzeno do primeiro anel é condensado com o sexto carbono do terceiro anel, que na posição 2 carrega um grupo fenila como substituinte. O terceiro anel pode ser um pirano heterocíclico, gerando as estruturas básicas das leucoantocianinas e das antocianidinas, denominado de núcleo flavana.”

Quais doenças podem ser prevenidas pelos flavonoides?

Tantos benefícios à saúde, logicamente, tornam os flavonoides indicados para o tratamento ou prevenção de uma série de doenças.

Conheça, então, algumas delas e o que dizem os estudos sobre a ação do composto em possíveis recursos terapêuticos.

Artrite

A artrite é um dos muitos grupos de enfermidades ligadas ao envelhecimento, sendo, portanto, mais recorrente em pessoas idosas.

Entre as mais comuns, estão a artrose e a artrite reumatoide, que apresentam sintomas como dor articular, inchaço, vermelhidão e perda de amplitude dos movimentos.

Essa é uma doença autoimune, ou seja, o corpo produz defesas em excesso que, por sua vez, provocam danos à saúde.

Nesse sentido, os flavonoides podem ajudar a minimizar os sintomas de diversos tipos de artrite, como concluem os autores de mais um estudo publicado na revista do NCBI:

“As propriedades anti-inflamatórias dos flavonoides são cada vez mais elucidadas in vitro e em modelos animais de artrite, uma vez que os flavonoides inibem a ciclooxigenase, reduzem a produção de citocinas inflamatórias, suprimem p38 MAPK e inibem células Th17s(…)”

Catarata

Doença também associada ao envelhecimento, a catarata pode se desenvolver ainda como uma das complicações causadas pelo diabetes.

Ela se manifesta pela opacificação do cristalino, parte do olho responsável por captar imagens e que, quando se torna opaca, leva à perda de visão.

A respeito dessa doença, uma pesquisa divulgada na Science Magazine traz importantes esclarecimentos.

Segundo seus autores, administrar quercetina, um tipo de flavonoide, leva ao retardo no surgimento da catarata, especialmente em pessoas diabéticas.

Câncer

As propriedades anticancerígenas dos flavonoides, como vimos, são relativamente bem documentadas.

Em um estudo, inclusive, pesquisadores foram a campo e fizeram testes em uma amostra de 9.959 homens e mulheres, em que foi medido o consumo de flavonoides e sua atividade anticâncer.

As descobertas, como se pode ver pela conclusão da pesquisa, são das mais animadoras:

“Após algumas observações, descobriu-se que o quartil que ingeriu mais flavonoides reduziu o câncer de pulmão em até 50%. Os flavonoides podem prevenir o câncer e curar essa doença também. (…) os danos dos radicais oxidativos no DNA podem ser reparados pelos flavonoides da dieta.”

Doenças respiratórias

Em função das suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, os flavonoides também são eficazes para tratar de doenças respiratórias.

É o que concluem os autores de um outro estudo publicado na revista do NCBI, no qual são comprovados os benefícios da substância para os pulmões:

“(…) a ação principal dos flavonoides nas doenças pulmonares pode ser atribuída aos efeitos antioxidante e antiinflamatório. A inflamação está envolvida em todas as doenças pulmonares e sua inibição pode melhorar a função pulmonar (…). Vários flavonoides foram testados em modelos experimentais e foram considerados benéficos, principalmente por inibir citocinas associadas à regulação negativa de vários fatores de transcrição (…).”

Doenças cardiovasculares

Igualmente documentada é a eficácia dos flavonoides como elemento de prevenção a doenças cardiovasculares.

Uma das pesquisas que sugere esse efeito, publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, aponta para os possíveis benefícios do composto para a prevenção de tais enfermidades em mulheres:

“Para eventos vasculares importantes, houve uma maior magnitude de redução de risco associada à ingestão de flavonoides em forma de L (…).”

Doenças neurodegenerativas

A perspectiva de envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas traz à tona a preocupação com doenças neurodegenerativas, nas quais ocupamos a triste posição de segundo país do mundo com mais ocorrências registradas.

Só perdemos nesse quesito para a Turquia, que registrou, entre 1990 e 2016, 1.192 casos por 100 mil habitantes, enquanto em nosso país essa taxa foi de 1.037 por 100 mil habitantes.

A boa notícia é que a ciência já tem evidências suficientes para indicar a ingestão de flavonoides para atenuar os sintomas da demência e de outras doenças neurodegenerativas.

É o que diz este estudo divulgado no portal Frontiers in Aging Neuroscience:

“O uso dietético de alimentos ricos em flavonoides têm a propensão de diminuir o declínio cognitivo relacionado à idade e pode restaurar as funções da memória, bem como atenuar o desenvolvimento de condições associadas à demência. A importância terapêutica dos produtos naturais na neurodegeneração tem sido atribuída a partir de suas várias propriedades neurofarmacológicas modulatórias.”

Obesidade

Ao lado do aumento no número de casos de doenças neurodegenerativas está o de pessoas obesas no Brasil.

De acordo com o Mapa da Obesidade, essa condição deu um salto, nos últimos 13 anos, de 67%, passando a atingir 19,8% da população em 2018.

A respeito disso, um artigo publicado no portal Intech Open traz alguns esclarecimentos relevantes:

“Estudos recentes têm mostrado a importância da ingestão de flavonoides e sua relação com o risco de doenças crônicas, onde a ingestão de flavonoides e obesidade se associaram inversamente em homens e mulheres por meio de modelos multivariados em estudos nos EUA. Adultos no quartil mais alto de ingestão de flavonoides tiveram um índice de massa corporal e circunferência da cintura significativamente mais baixos do que aqueles no quartil mais baixo de ingestão de flavonoides; e a ingestão de flavonoides foi inversamente relacionada aos níveis de proteína C reativa em mulheres. Esses achados suportam uma evidência crescente de que o consumo de flavonoides pode ser benéfico para a prevenção de doenças.”

Relação entre flavonoides e Cannabis

Uma leitura mais atenta sobre as propriedades dos flavonoides nos leva a concluir que eles agem de forma parecida ao CBD no organismo.

Isso porque os flavonoides também estão presentes na Cannabis, como já comentamos, aparecendo em destaque nas fórmulas dos extratos full spectrum.

São eles:

  • Mirceno
  • Limoneno
  • Terpinoleno
  • Linanol 
  • Cariophileno.

Ao administrar medicamentos à base de CBD com esse perfil, o paciente estará tirando proveito da presença dos flavonoides e suas propriedades terapêuticas.

Esses efeitos, por sua vez, são potencializados graças ao efeito entourage. 

Resumidamente, trata-se do aumento da eficácia das propriedades terapêuticas quando se administram compostos formados por diversos tipos de agentes de uma mesma classe.

Assim, elas passam a ser mais eficazes do que se cada uma fosse ingerida isoladamente.

Conclusão

Vimos neste texto o poder dos flavonoides para prevenir e tratar doenças diversas.

Se você quer apostar nele para melhorar sua saúde, pode fazer isso a partir de uma dieta rica no composto, escolhendo os alimentos certos para consumir.

Nesse sentido, é de grande importância buscar auxílio especializado, através de um médico nutrólogo ou de um nutricionista.

E se tem interesse em aproveitar o potencial dos flavonoides como componente da Cannabis medicinal, a dica é agendar uma consulta com um médico prescritor.

Há uma série de doenças que podem ser enfrentadas com sucesso a partir de medicamentos com canabidiol.

Não deixe também de se manter bem informado, lendo os conteúdos sempre completos publicados aqui no site da Tegra Pharma.

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